Um homem identificado como Leandro Siqueira de Assis, de 46 anos, mais conhecido como Gargalhone, foi assassinado na noite desta terça-feira na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. O crime ocorreu no estacionamento do Mercado do Produtor, na Avenida Ayrton Senna.
Gargalhone integrava um dos grupos de milicianos que atua na Zona Oeste da cidade, em especial na região da Gardênia Azul, em Jacarepaguá, e tinha ligações com o bando de Wellington da Silva Braga, o Ecko, chefe da maior milícia do Rio, morto em junho de 2021 numa operação da Polícia Civil. Ele tinha dez anotações criminais, segundo a Polícia Militar.
De acordo com a corporação, agentes do 31° BPM (Recreio dos Bandeirantes) foram acionados para uma ocorrência de homicídio. Ao chegarem no local, constataram a morte de um homem vítima de disparo de arma de fogo.A Polícia Militar informou ainda que a área foi isolada, e o local, preservado para o trabalho da perícia da Delegacia de Homicídios da Capital Fluminense (DHC). Até o momento, ninguém foi preso.
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GUERRA NA ZONA OESTE
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Foto:Reprodução
Gargalhone integrava um dos grupos de milicianos que atuava na Zona Oeste da cidade, em especial na região da Gardênia Azul, e tinha ligações com o grupo de Ecko. Em janeiro de de 2021, ele e seu grupo tomaram as regiões da Praça Seca e do Campinho, antes dominadas pelo miliciano Macaquinho.
Em janeiro de 2021, Gargalhone e seu grupo tomaram as regiões da Praça Seca e do Campinho, antes dominadas pelo miliciano Macaquinho. Em maio daquele mesmo ano, ele foi preso pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e ao Crime Organizado (Draco) em cumprimento a um mandado de prisão. No entanto, em janeiro de 2023, Gargalhone voltou a ser noticiado como sendo um dos integrantes da guerra entre traficantes e milicianos que acontece na Zona Oeste.
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Gargalhone era ligado à milícia de Zinho, irmão de Ecko, mas perdeu esse apoio para invadir e retomar a Gardênia Azul e Curicica, ambas em Jacarepaguá, e o Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, que estavam sendo chefiadas pelo miliciano André Boto. Sem Zinho, ele pediu ajuda a traficantes da Cidade de Deus, expandindo os negócios para dentro da Gardênia.
Fonte:Extra