O garimpeiro baleado no ataque a base do Ibama, Gelson Barbosa Miranda, de 32 anos, foi preso pela Polícia Federal na noite dessa quinta-feira (23) no Hospital Geral de Roraima (HGR). Garimpeiros armados furaram o bloqueio de fiscalização na Terra Indígena Yanomami e atiraram contra agentes do Ibama e os ficais revidaram.
A prisão aconteceu depois que os policiais federais fizeram buscas por hospitais do estado. Durante as investigações, eles receberam a denúncia de que um homem baleado estava internado no HGR.
Questionado sobre o motivo dos ferimentos, Gelson Barbosa confessou aos agentes que havia furado o bloqueio e participado do ataque. Ele está internado sob custódia policial.
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O ataque a base do Ibama aconteceu nessa quinta-feira. O Ibama informou que os criminosos atiraram contra agentes do órgão que haviam abordado uma das embarcações.
Os criminosos desciam o rio Uraricoera em sete "voadeiras" de 12 metros carregadas de cassiterita. O carregamento de minério roubado da terra indígena foi identificado por drones operados pelo Ibama. Após o ataque, os criminosos fugiram.
O ponto de fiscalização fica na comunidade indígena de Palimiú. A região é a mesma atacada por garimpeiros armados há quase dois anos, em maio de 2021. À época, houve feridos, relatos de mortes, correria de mulheres e crianças em fuga dos tiros.
A segurança da base de controle, instalada no último dia 7, é feita por agentes da Força Nacional de Segurança Pública, da Polícia Rodoviária Federal e do Ibama.
O objetivo principal da base é impedir a entrada de barcos com suprimentos e equipamentos para garimpos no território Yanomami. Desde a instalação de uma barreira física com cabos de aço, no último dia 20, nenhum barco carregado seguiu em direção aos garimpos.O cabo aço tem cerca de 240 metros de extensão e foi instalado de uma ponta a outra no rio Uraricoera, via fluvial mais usada pelos garimpeiros para entrar na TI Yanomami.
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A instalação faz parte da ofensiva contra os invasores iniciada no dia 6 de fevereiro, quando foi deflagrada a operação para retomar o controle da Terra Yanomami. Maior território indígena do país, a região enfrenta uma crise humanitária e sanitária sem precedentes. Indígenas, entre crianças e adultos, enfrentam quadro severos de desnutrição e malária.
Fonte: G1