Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Garimpeiros entraram em confronto nesta quarta-feira (22), na cidade de Humaitá. a 700 quilômetros da Capital Manaus.
A motivação, segundo testemunhas, "teria sido a realização de mais uma operação de queima de balsas em áreas do eixo de proteção ambiental".
Localizado a 1,5 horas de embarcação da cidade humaitaense, o Lago foi Reis, foi ocupado por garimpeiros ilegais ao menos um ano. No ano passado ocorreu uma grande incursão da Polícia Federal nessa região resultando na queima e dezenas balsas, inclusive, sem registro na Capitania dos Portos.
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7Com a operação desta quarta, 21/08, os garimpeiros foram surpreendidos com nova série de explosões de balsa e dragas "apontadas e trabalhando em áreas de proteção".
As explosões chamaram a atenção dos demais garimpeiros espalhados em igarapés, furos e aluviões muito disputados devido a uma grande concentração de ouro, diz colaborador antigo do ex-presidente de cooperativa garimpeiros, Rodemarch Chaves (MDB).
Diante da situação, garimpeiros que fugiram do teatro de operações onde atuavam balsas (conhecidas como escarificas), dragas e balsas-tanques se refugiaram na área portuária da cidade.
Escolhida estrategicamente pelo comando de resistência dos garimpeiros, no retorno para a cidade os agentes federais foram surpreendidos com tiros de fogos de artifícios e lançamentos de bombas em direção ao efetivo da Polícia Federal.
O confronto se intensificou na orla da cidade e entorno da Igreja Matriz, o bastante para se ouvir impropérios e xingamentos contra a ação das forças de segurança.
Enquanto isso, surpreendidos por fogos de artifícios, balas de borracha foram disparadas, mas, ninguém teria saído ferido, atestou a reportagem.
Da orla fluvial, onde está localizado o porto de embarque e desembarque da Colônia de Pescadores, grupos isolados de garimpeiros se deslocaram para a casa do prefeito Dedei Lobo.
No local, garimpeiros rebelados, já em número menor, firam surpreendidos com um cordão de segurança formado por policiais fortemente armados. Nesse momento, garimpeiros demonstraram menor "poder de fogo" e teriam aceitado formar comissão de representantes para intermediar o conflito em busca de uma solução pacífica.
DOS ILEGAIS
Três cooperativas de Rondônia venham atuando nas regiões de extração ilegal de ouro na Calha do Rio Madeira, entre as suspeitas, segundo fontes federais, "estariam por trás das atividades ilegais que resultaram em uma explosão de operações contra garimpou clandestinos".
Segundo fontes familiarizadas com cooperativas de Humaitá e Manicoré, "todas as cooperativas continuam com as matrículas anuladas".
A maioria foi investigada e teve seus dirigentes detidos, presos e continuariam impedidos de operar nos estados da Amazônia Ocidental e Oriental. - Esses equipamentos estão todos barrados e não podem operar em nenhuma área de garimpo da Calha do Rio Madeira.
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