António Guterres afirmou que aumento do confronto no sul do enclave está impedindo ainda mais o acesso humanitário
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, declarou, na terça-feira (14/5), que está consternado com a escalada da atividade militar israelense em Rafah e arredores, no sul de Gaza.
Em mensagem transmitida pelo porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, ele afirmou que as novas ações militares estão “impedindo ainda mais o acesso humanitário e agravando uma situação já terrível”. Guterres também ressaltou que o Hamas continua “disparando mísseis indiscriminadamente”.
Enfatizando que os civis devem ser respeitados e protegidos em todos os momentos, Guterres observou que “para as pessoas em Gaza, nenhum lugar é seguro agora”. O líder da ONU reiterou seu apelo por um cessar-fogo humanitário imediato e à libertação de todos os reféns. Ele também apelou à reabertura imediata da passagem de Rafah e ao acesso humanitário desimpedido em toda Gaza.
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A diretora regional do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para o Oriente Médio e Norte de África, afirmou que a escalada do confronto em Rafah e em toda Gaza aprofundou o sofrimento de milhares de crianças.
Adele Khodr lembrou que os menores enfrentam um “pesadelo implacável” há 218 dias e que isso não pode ser aceito como um “dano colateral”.
OPERAÇÕES HUMANITÁRIAS AMEAÇADAS
O Unicef ressaltou que, na semana passada, começou “uma temida operação militar em Rafah”, deslocando mais de 450 mil pessoas para áreas inseguras como Al-Mawasi e Deir al Balah. Enquanto isso, bombardeios pesados e operações terrestres se espalharam para o norte de Gaza, deixando um rastro de destruição em áreas como o campo de refugiados de Jabalia e Beit Lahia. Pelo menos 64 mil pessoas foram forçadas a fugir de suas casas destruídas.
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Adele Khodr disse que “os civis, já exaustos, desnutridos e enfrentando inúmeros eventos traumáticos”, agora estão enfrentando um aumento de mortes, ferimentos e deslocamentos “nas ruínas de suas comunidades”. Segundo ela, as próprias operações humanitárias, que se tornaram a única salvação para toda a população, estão ameaçadas.
Fonte: Metropóles