Presidente da Rede Sustentabilidade em SP, Marcos Martins, se amarrou a uma árvore em ato contra as obras de um túnel na Vila Mariana
O presidente da Rede Sustentabilidade em São Paulo, Marcos Martins, se amarrou a uma árvore em protesto contra obras na Rua Sena Madureira, na Vila Mariana, e foi retirado à força pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) nessa quarta-feira (13/11). A construção de um túnel de interligação da Sena Madureira com a Avenida Ricardo Jafet, na zona sul de São Paulo, prevê o corte de 172 árvores, 78 nativas e 94 exóticas.
Martins é o autor de uma representação feita junto ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) na qual pede a paralisação imediata das obras “em nome da defesa, da comunidade local, do meio ambiente e do interesse público dos paulistanos”. Nessa quarta, a Justiça suspendeu as obras por meio de liminar, acatando um pedido do MPSP feito pelo promotor Carlos Henrique Camargo na terça-feira (12/11).
O juiz Marcelo Sergio, da 2ª Vara da Fazenda Pública, pediu a interrupção da obra pelo risco de prejuízo ambiental irreversível, e nomeou peritos para fazer outra análise sobre os apontamentos levantados pela sociedade civil e pelo Ministério Público. Foi instituída multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento da decisão, e R$ 100 mil na hipótese de retirada de quaisquer árvores, por cada unidade retirada.
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Na tarde dessa quarta, o presidente da Rede ultrapassou os tapumes das obras e se amarrou a uma árvore que seria derrubada mesmo após a liminar ser publicada.
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“Quando vi que continuariam a cortar as árvores, pulei para impedi-los, gritando sobre a liminar de paralisação. Falei o tempo todo sobre isso. Queriam derrubar a árvore comigo nela, inclusive. Logo em seguida, a GCM preferiu agir violentamente para me retirar do local, quase quebrando meu braço, enquanto meu único pedido foi de que os funcionários da Queiroz [antigo nome da construtora] também saíssem. Felizmente, após a comoção, a obra foi finalmente paralisada. Mesmo tendo me machucado, faria novamente,” declarou Marcos Martins.
Fonte: Metrópoles