Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Depois de contar com a suposta inércia dos órgãos de controle vinculados à Justiça Eleitoral e da própria Promotoria local, o prefeito afastado de Lábrea, Gean Campos de Barros (MDB), resolveu inovar seu modelo próprio de fazer política que teria adotado para se eleger por quatro mandatos sucessivos sob o guarda-chuva de velhas raposas políticas amazonenses.
Em final de mandato (2021-24), é dele a façanha de imitar as velhas estratégias adotadas pela antiga União Democrática Nacional (UDN), da Aliança Renovadora Nacional (Arena) e de partidos vinculados ao extinto regime militar de chegar às comunidades labrenses e de Boca do Acre (onde o irmão considerado bastardo, Frank de Barros é candidato a prefeito) de avião anfíbio. Na década de 60, mais conhecido como Catalina PBY-5 ou simplesmente, “Pata-Choca”.
Num claro ato de abuso de poder político e econômico, ao menos duas semanas atrás, Gean de Barros, “à tiracolo dos candidatos Frank de Barros, Mabi Canizo e Jesus Batista, deu tapas na cara dos cheira-cola, indígenas encachaçados nas praças da cidade, na pobreza dos bairros, dos ribeirinhos e na sociedade labreana ao pousar nas comunidades em voos pagos de hidroavião”, afirmou o consultor João Roberto Soares, 52.
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De acordo com informações de uma agência que opera no eixo Manaus-Lábrea-Manaus, “o voo nessa rota não sairia menos do que R$ 120 mil, acrescido de mais de 75% caso o locador faça voos intermediários entre a cidade de Lábrea e as comunidades em condições de pousos e decolagens, como o caso dos povoados do Baixo e Médio Rio Purus para onde De Barros e seus candidatos se deslocaram na semana passada.
Em uma semana de agenda política bastante concorrida, apesar de condenador a cumprir 15 anos de prisão por ordem da Justiça Federal em 100 processos atribuídos a ele, o prefeito afastado “é considerado useiro e vezeiro em desrespeitar decisões judiciais” (principalmente em condenações do Judiciário Estadual e Federal).
Enquanto ostenta e exibe poder político e econômico à frente da população sem emprego, renda e oportunidades não dadas a formandos, o prefeito afastado é acusado de posar de avião nas comunidades onde as escolas não tem merenda escolar, os postinhos de saúde continuam sem remédios e combustível para as ambulanchas e veículos para garantir o transporte de pacientes em estado grave ao Hospital Regional de Lábrea.
Além do uso indevido nas campanhas eleitorais passadas e na atual de aeronaves pagas com dinheiro público, cujo contrato é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSAU), ribeirinhos e indígenas do Sul, Sudoeste e do Centro-Norte de Lábrea, “continuam acometidos por um surto aparente de malária nos vicinais agrícolas, ramais, reservas extrativistas e aldeias.
A ostentação não acontece apenas por parte do prefeito afastado pela Justiça Federal, Gean de Barros. O irmão, Frank de Barros, é comtemplado nos voos de hidroavião para levantar a adiante a sua campanha à prefeitura de Boca do Acre, a 1,079 quilômetros. O candidato pelo MDB, com a sua ajuda do irmão (Gean de Barros) com pessoal disponibilizado da prefeitura e da Câmara de Lábrea, além de “um orçamento considerado atípico para os padrões dos dois municípios”, afirmam oponentes locais.
Sobre os pousos e decolagens de aeronaves anfíbios e da rota normal no eixo Manaus, Lábrea-Boca do Acre-Manaus, segundo fontes, “a prefeitura de Lábrea desde a pré-campanha de Frank de Barros e Mabi Canizo, é quem pagaria a conta, inclusive, de alimentação e estadia dos pilotos, tripulação e combustíveis”.
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- Antes de deixar cargo de Secretário de Finanças da Prefeitura de Lábrea, Frank de Barros, teria elaborado o orçamento das duas campanhas, a dele e de Mabi Canizo, revelam oponentes demitidos da pasta por Gean de Barros.