Roberto Vannacci, de 54 anos, escreveu e publicou um livro em que afirma que homossexuais não são normais e questiona a cidadania italiana da jogadora de vôlei Paola Egonu por ser negra
Um general italiano, descrito como homofóbico e racista, foi destituído nesta sexta-feira de seu cargo de comandante do Instituto Geográfico Militar, informou a imprensa local. O Ministério da Defesa, contatado pela AFP, não negou a informação. Roberto Vannacci, de 54 anos, é ex-chefe de um corpo de elite de paraquedistas e se apresenta como "um herdeiro de Júlio Cesar".
Em agosto, Vannacci lançou um livro que causou polêmica no país. Intitulado "The World Upside Down" (em tradução literal, O Mundo de cabeça para baixo), a obra autopublicada denuncia ""as questionáveis regras de inclusão e tolerância impostas pelas minorias".
"Caros homossexuais, vocês não são normais, aceitem isso", escreveu o general em seu livro.
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Esta, porém, não é a única manifestação abertamente preconceituosa do militar. Vannacci também questiona a cidadania italiana da jogadora de vôlei Paola Egonu por ser negra.
Na quinta-feira, o ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, que é próximo da primeira-ministra de extrema direita Giorgia Meloni, condenou as "lucubrações" do general, que passou grande parte de sua carreira em campo na Somália, Ruanda, Afeganistão e Líbia.
Em julho, uma cidade no norte da Itália começou a remover o nome de mães LGBTQIAPN+ das certidões de nascimento. De acordo com a nova lei, crianças que tenham sido fruto de inseminação artificial só terão a filiação da mãe que engravidou reconhecida.
De acordo com a agência AGI, o general Vannacci foi colocado à disposição das forças terrestres do Exército. Apesar do tumulto gerado pelo livro, o general diz que não se arrepende:
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— Não vejo por que voltar atrás em um livro no qual expresso meus pensamentos, sem ofender ninguém — observou Vannacci a uma estação de televisão, Rette 4, nesta sexta-feira.
Fonte: O Globo