Serviços de inteligência dos Estados Unidos teriam detectado apoio de altos militares russos às ações do chefe mercenário Yevgeny Prigozhin.
Um general russo sênior sabia dos planos do líder do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, de desencadear um motim contra os líderes militares da Rússia. As informações são do jornal The New York Times, a partir de declarações de autoridades de inteligência dos Estados Unidos.
A notícia coloca em xeque, mais uma vez, a unidade das forças militares russas em relação à operação na Ucrânia e também as opiniões do alto oficialato em relação à influência que o Grupo Wagner desempenhava em relação ao governo Putin.
As autoridades disseram ao jornal que, agora, os serviços de inteligência dos Estados Unidos querem saber se o general Sergei Surovikin, ex-comandante russo na Ucrânia, ajudou a planejar as ações de Prigozhin no fim de semana passado.
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Autoridades norte-americanas também apontaram indícios de que outros generais russos estariam a par e até mesmo apoiando o motim do Grupo Wagner.
PRISÃO DE GENERAIS
Outra publicação norte-americana, o Wall Street Journal, informou nesta quarta-feira (28) que Yevgeny Prigozhin planejava prender dois dos principais oficiais militares da Rússia quando lançou o motim, citando autoridades ocidentais.
A trama envolvia a captura do ministro da Defesa, Sergei Shoigu, e do general do Exército, Valery Gerasimov, quando a dupla visitou uma região ao longo da fronteira com a Ucrânia, escreveu o WSJ.
O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) soube da conspiração dois dias antes da data prevista, forçando Prigozhin a mudar seus planos no último minuto e lançar uma marcha em direção a Moscou, de acordo com o relatório.
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Os mercenários do Grupo Wagner assumiram o controle de uma importante base militar na cidade de Rostov-on-Don, e suas tropas estavam se aproximando da capital russa quando Prigozhin cancelou seu motim.
Fonte:CNN