Presidente do PT acusou órgão de perseguição a jornalista de portal de esquerda por posicionamento sobre conflito entre Israel e palestinos
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, rebateu críticas da Confederação Israelita Brasileira (Conib) sobre postagem com uso de "jargão clássico do antissemitismo", feita no dia 31 de dezembro. Na publicação, a parlamentar saiu em defesa de um jornalista, a quem acusou de ser perseguido pela organização por ser contrário à posição de Israel no conflito com palestinos.
"Nota da Conib, acusando-me de preconceito e antissemitismo, é a prova de que esta entidade não tolera as críticas ao governo de ultradireita de Israel, venham de onde vierem. Nunca fizemos nem estimulamos declarações ou atitudes antissemitas, pois respeitamos todos os povos e religiões", afirmou a presidente do PT, em publicação nas redes sociais nesta terça-feira.
No dia 31 de dezembro, Gleisi foi às redes em defesa de um jornalista do portal de esquerda Opera Mundi criticado pela Conib por posicionamentos envolvendo a posição de Israel no conflito com os palestinos, que entra no terceiro mês. Na publicação, ela aponta que o órgão persegue o profissional da imprensa por "seu firme posicionamento contra o massacre do povo palestino pelo governo de ultra-direita de Israel".
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O uso da expressão "ultra-direita" foi condenado pela confederação, que a classificou como preconceituosa e por empregar um "jargão clássico do antissemitismo, que merece total reprovação", em nota divulgada também no domingo:
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"A CONIB repudia os comentários da presidente do Partido dos Trabalhadores, deputada Gleisi Hoffman. O jornalista Breno Altman, fundador do site Opera Mundi, promove o antissemitismo e a desinformação, relativizando os assassinatos e estupros cometidos pelo Hamas e chamando judeus de "ratos", o que foi reconhecido pelo Ministério Público e pela Justiça, que determinou a imposição de multa e a retirada de posts. A presidente do Partido dos Trabalhadores insiste em defendê-lo, questionando decisões judiciais. Além disso, a deputada faz uma afirmação preconceituosa em relação à CONIB, ou seja, de dupla lealdade, jargão clássico do antissemitismo, que merece total reprovação".
Fonte: O Globo