O departamento de jornalismo da TV Globo continua sendo alvo de demissões em massa. Vários profissionais, alguns com mais de duas décadas na emissora, foram dispensados nesta quarta-feira (5).
Nomes tradicionais do jornalismo, como César Galvão, Fabio Turci, Zelda Mello, repórteres de São Paulo; Fábio William, ex-repórter do Jornal Nacional e âncora do DF1; e Márcia Corrêa, editora-chefe do Bom Dia São Paulo, estão na lista.Nesta terça-feira (4), a emissora havia dispensado outros três dos seus integrantes mais experientes, inclusive, com frequentes participações no Jornal Nacional.
Os demitidos foram Eduardo Tchao, Flávia Jannuzzi e Mônica Sanches, além de um dos diretores do Fantástico, Jorge Espírito Santo, produtores e editores que tinham, segundo a Globo, salários acima da média de mercado.
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A Globo alega que precisa enxugar a folha salarial. Em nota, a emissora diz: "Assim como as demais empresas de referência do mercado, tem um compromisso permanente com a busca de eficiência e evolução.
Seus resultados refletem a boa performance do conjunto das suas operações e uma constante avaliação do cenário econômico do país e dos negócios. Como parte do processo de transformação pela qual vem passando nos últimos anos e alinhada à sua estratégia, a empresa mantém a disciplina de custos e investimentos em iniciativas importantes de crescimento”.
DEMISSÕES DEVEM CONTINUAR
O Sindicato dos Jornalistas já havia revelado que as demissões no jornalismo aconteceriam em abril e maio. Segundo a entidade, o fato teria sido anunciado pelo próprio RH da empresa durante uma reunião.
As dispensas atingiriam “os salários mais altos”, que estariam “incompatíveis com o mercado”, conforme a emissora informou ao sindicato. Nos próximos dias deverão ocorrer mais demissões.
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Em uma ação unitária, sindicatos de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, além da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), enviaram um ofício à Rede Globo reivindicando uma reunião, em caráter urgente, para tratar das demissões que começaram a ocorrer nos diferentes estados onde a emissora está sediada. As informações são da CUT.
Fonte: Revista Fórum