Bolsonaro e Tarcísio
Uma pesquisa inédita realizada pelo Instituto Locomotiva a pedido do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) revela que nove em cada dez estudantes, professores e familiares concordam que o governo estadual, sob o comando do bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos) deveria investir mais em educação.
Tudo isso é reflexo de turmas com alunos além da capacidade que suportam, ausência de motivação e de segurança e aprovação automática para o ano seguinte. Dados revelam ainda que as periferias possuem um cenário ainda mais delicado.
Outro tópico abordado foi a valorização dos professores, que, segundo a pesquisa, não há. O estudo também revela que estudantes (66%) e professores (79%) consideram que suas turmas estão mais lotadas, porém, desde o início de sua gestão, o governo Tarcísio admitiu o fechamento de 312 classes, justificando que seria um ajuste antes de efetivamente desmembrar classes, como uma “reorganização disfarçada”. Na realidade, esvaziou determinadas unidades.
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PÓS-PANDEMIA
A comunidade escolar reconhece que os desafios deixados pela pandemia para a educação permanecem e nove em cada dez alunos, professores e familiares concordam que o ensino a distância durante a pandemia do coronavírus provocou grandes perdas de aprendizado. O mesmo número de estudantes, professores e familiares concorda que os alunos retornaram para as aulas presenciais com mais dificuldade de concentração e menor participação nas aulas.
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A ação de Tarcísio é alvo de críticas da Apeoesp e, para sua presidenta e deputada estadual Professora Bebel (PT-SP), está claro que a educação básica pública não vai melhorar sem mais investimento. “Nossa realidade não é comparável com a de países que estão em grau mais elevado de desenvolvimento educacional”, afirma Bebel. “Os resultados da pesquisa demonstram que no estado de São Paulo existem tais gargalos, que precisam ser equacionados para que a nossa educação progrida”, completa a presidenta da Apeoesp.
Fonte: Revista Fórum