Estimativa de rombo das contas públicas federais passou de 1,3% para 1,7% do PIB em 2023. Meta oficial é de rombo de 2% do PIB
O governo federal aumentou em R$ 35,9 bilhões a projeção para o déficit primário deste ano — o valor estimado não considera o pagamento de juros da dívida pública. A estimativa de rombo das contas públicas federais era de R$ 141,4 bilhões no último relatório, divulgado em setembro, e passou para R$ 177,4 bilhões em novembro. Os números consideram os dados do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central (BC).
Com a revisão, a perspectiva do déficit primário aumentou de 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 1,7%. A meta máxima estabelecida para 2023 é de déficit de R$ 213,6 bilhões (2% do PIB). Paralelamente, a equipe econômica trabalhava com um cenário de déficit fiscal inferior, próximo dos R$ 100 bilhões (1% do PIB), mas ainda no vermelho. A partir de 2024, a meta da equipe econômica é de déficit zero.
Divergência entre Tesouro e Banco Central
Há uma divergência nas projeções de déficit primário entre o Tesouro Nacional e o Banco Central (BC). A estimativa de rombo de R$ 177,4 bilhões (1,7% do PIB) é do Tesouro. Para o BC, o rombo deverá ser de R$ 203,4 bilhões (1,9% do PIB).
Veja também

Reforma tributária não justifica aumento nas alíquotas de ICMS pelos estados, diz Fazenda
Petrobras já discutia queda no preço dos combustíveis antes de cobrança pública de ministro
Isso porque o Tesouro considera R$ 26 bilhões referentes ao resgate de valores esquecidos nas contas do Fundo PIS/Pasep como receita primária, enquanto a instituição monetária desconta esse valor do resultado.
BLOQUEIO
O governo aumentou o bloqueio orçamentário em cerca de R$ 1,1 bilhão em 2023, para cumprir as metas fiscais. O acumulado do ano é de R$ 5 bilhões. Em maio, o governo havia feito uma retenção de R$ 1,7 bilhão; em julho, de R$ 1,5 bilhão; e, em setembro, de R$ 600 milhões.
A divisão do corte – ou contingenciamento, no jargão – entre os ministérios será definida no fim deste mês. Este foi o quarto bloqueio de gastos de 2023.
Os números constam no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias relativo ao quinto bimestre de 2023, apresentado nesta quarta-feira (22/11). Os números serão destrinchados pelos secretários de Orçamento Federal, Paulo Bijos, e do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.
Esse documento é produzido em conjunto por duas secretarias do Ministério da Fazenda (do Tesouro Nacional e da Receita Federal) e uma do Ministério do Planejamento e Orçamento (de Orçamento Federal).
PARÂMETROS MACROECONÔMICOS
O relatório atualiza também os principais parâmetros macroeconômicos. Veja baixo:
PIB projetado passou de 3,16% para 3,04%;
IPCA (inflação oficial) passou de 4,85% para 4,66%;
Selic (taxa básica de juros) passou de 13,11% para 13,19%;
Taxa de câmbio média (R$/US$) passou de 4,99 para 5,01;
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram
Preço do barril do petróleo (US$/barril) passou de 83,79 para 83,15.
Fonte:Metrópoles