Segundo interlocutores do governo ouvidos pelo GLOBO, cerca de 500 brasileiros procuraram a embaixada em Tel Aviv para obter informações; operaçao de resgate deve começar entre amanhã e terça-feira
omandante da Aeronáutica, Marcelo Damasceno, informou, neste domingo, que há seis aeronaves à disposição para repatriar brasileiros que estão em Israel e em outros países do Oriente Médio. Ele disse que a lista de pessoas ainda está sendo fechada, mas adiantou que a primeira leva virá para o Brasil segunda ou terça-feira.
—Temos seis aeronaves prontas, com médicos e psicólogos — afirmou Damasceno.
Segundo interlocutores do governo, cerca de 500 brasileiros procuraram a embaixada brasileira em Tel Aviv, para obter informações. Parte deles demonstrou interesse em voltar para o Brasil.
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ATAQUE DO HAMAS EM ISRAEL:
Israel sofreu neste sábado, dia 7, uma ofensiva coordenada em larga escala com uma chuva de mais de 2.500 foguetes e invasão por centenas de combatentes palestinos que deixou o país em choque com ao menos 250 mortos e 1.590 mil feridos.
A onda de ataques, batizada pelos palestinos de “Operação Dilúvio de al-Aqsa”, levou o terror a dezenas de cidades e localidades no sul e no centro de Israel — incluindo Jerusalém e Tel Aviv.
Cidades foram atingidas por foguetes ou invadidas por combatentes que abriram fogo contra prédios das forças de segurança, atiraram em carros nas estradas e capturaram dezenas de civis e militares como reféns.
Em resposta, o o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, instou os palestinos a saírem de Gaza e prometeu "reduzir os esconderijos do Hamas a ruínas".
O Hamas divulgou um comunicado após o início dos ataques. Israel, junto com o Egito, mantém um duro bloqueio contra a Faixa de Gaza desde que o Hamas assumiu o poder em 2007. Desde então, ocorreram vários conflitos entre militantes palestinos e o Estado judeu.
Outra informação , confirmada pelo Itamaraty, é que há três brasileiros desaparecidos e um hospitalizado no sul de Israel. Eles participavam de uma festa rave, quando foram atacados.
Damasceno disse que, na tarde deste domingo, sairá de Natal, para Roma uma aeronave com capacidade para 230 passageiros. De lá, o avião deve pousar no aeroporto de Tel Aviv.
—Estamos prontos para fazer as primeiras levas e trazer os primeiros brasileiros de volta. Não sabemos se essa primeira decolagem acontecerá amanhã ou na terça-feira, pois vai depender da montagem da lista de passageiros que desejam voltar ao Brasil nessa missão de repatriação. Há também possibilidade de brasileiros voltarem em aviões comerciais — declarou o comandante.
Segundo Damasceno, a lista de brasileiros será montada até a manhã de segunda-feira. As decolagens serão realizadas sempre na parte da tarde, para permitir que as pessoas possam se deslocar até as aeronaves a tempo. Ele ressaltou que está em contato com embaixadas do Brasil nos países da região, para que a repatriação também seja feita em outras nações do Oriente Médio.
Em nota divulgada na tarde deste domingo, o Itamaraty esclareceu que os voos da Força Aérea Brasileira vão atender, prioritariamente, brasileiros residentes no Brasil.
A embaixada do Brasil em Tel Aviv está publicando, em seu sítio eletrônico (https://www.gov.br/mre/pt-br/embaixada-tel-aviv), formulário para inscrição de interessados nos eventuais voos de repatriação. A representação diplomática em Israel transmitirá instruções para deslocamento ao aeroporto de Ben-Gurion à medida que se confirmem os voos.
Face à incerteza quanto ao momento em que poderá ocorrer o primeiro voo de repatriação, o Itamaraty recomenda aos brasileiros que possuam passagens aéreas, ou que tenham condições de adquiri-las, que embarquem em voos comerciais disponíveis, do aeroporto de Ben-Gurion. O terminal continua a operar.
Em relação aos brasileiros na Palestina, o órgão informou que o governo busca viabilizar as condições necessárias que permitam a implementação de plano de evacuação dos nacionais que queiram deixar a Faixa de Gaza ou a Cisjordânia.
Ao lado do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, o comandante participou da primeira parte de uma reunião de coordenação do governo sobre o conflito entre Israel e o grupo extremista armado Hamas. Participam das discussões o assessor para assuntos internacionais do Palácio do Planalto, Celso Amorim, e a ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha.
Em um ataque-surpresa por terra, mar e ar, Israel sofreu, no sábado, uma ofensiva coordenada em larga escala com uma chuva de mais de 2.500 foguetes e invasão por centenas de combatentes palestinos. Como reação, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou guerra à Palestina.
Damasceno disse que estão de prontidão as seguintes aeronaves: dois KC 390, para até 80, dois VC 2 para até 40 e dois KC 30 para 230 pessoas.
Em nota divulgada no último sábado, o Itamaraty informou que está monitorando 90 cidadãos nacionais, dos quais 30 na Faixa de Gaza e outras 60 pessoas em Ascalão e outras localidades na zona de conflito. Atualmente, vivem em Israel 14 mil brasileiros e outros 6 mil na Palestina, a maior parte fora da zona de conflito.
Neste domingo, haverá uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, convocada pelo Brasil, que preside o órgão neste mês. A expectativa é que saia alguma manifestação sobre os ataques do Hamas e a escalada da violência. O conselho tem sido criticado por parte da comunidade internacional, por não contribuir efetivamente para a paz. Um exemplo emblemático é a guerra na Ucrânia.
Pela Carta das Nações Unidas, antes de aprovar medidas mais duras, como o uso da força, é preciso promover ações diplomáticas. Além disso, uma negociação é importante, pois nada se decide sem a aprovação dos cinco membros permanentes e com direito a veto: Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China.
O governo brasileiro condenou os ataques. No entanto, foi reforçada a defesa de dois estados, de Israel e o da Palestina, em diversos momentos: em notas do Itamaraty e em declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, auxiliares e representantes do PT.
A citação ao estado da Palestina na nota emitida ontem pelo Itamaraty e a falta de referência ao grupo Hamas na manifestação feita por Lula foi criticada pela oposição, que vê o governo brasileiro tentando adotar uma postura de equidade quando deveria apenas condenar os ataques.
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— Não dá para ficar dos dois lados quando um é o agressor — afirmou o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que foi ministro da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro.
Fonte: O Globo