Ideia é democratizar acesso aos processos seletivos para cargos no governo federal, hoje concentrados em grandes cidades. Modelo começa a ser apresentando nesta sexta
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos estuda a possibilidade de criar uma prova nacional que unifique os processos seletivos de concurso público para o governo federal. A prova teria um modelo de aplicação inspirado no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), sendo levada a localidades remotas do país e tendo um custo mais acessível, disse a titular da pasta, Esther Dweck, em entrevista à colunista da Folha de S. Paulo, Mônica Bergamo.
Um estudo provisório prevê que 180 cidades recebam o exame, a maior parte delas concentrada nas regiões Nordeste, Norte e Sudeste, escolhidas a partir de um levantamento feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
A ideia é que o teste apresente questões de conhecimentos gerais, mas também específicas, relacionadas às áreas escolhidas pelos candidatos.
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- É um processo de democratização do acesso para se tornar servidor público, mas também no sentido de que há uma retomada do processo de contratação para o setor, reforçando o fortalecimento do Estado brasileiro - afirmou a ministra, que já anunciou a abertura de 8.146 novas vagas no governo federal para 2023.
Ela informou à coluna que ideia do exame unificado surgiu a partir da constatação de que muitas provas são realizadas nas grandes cidades. A experiência adquirida com a realização do Enem surgiu, então, como uma inspiração para remodelar os processos seletivos.
Além do Ipea, órgãos como o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) e a AGU (Advocacia-Geral da União) já foram consultados sobre a viabilidade do projeto.
Nesta sexta, a proposta será levada a outros ministérios do governo Lula, autarquias, institutos de pesquisas e agências reguladoras.
- Ainda é um dia de escuta. Existe um grupo do governo muito empenhado em fazer isso - disse Esther Dweck.
O governo Lula tem aberto vários concursos públicos. A última leva foi anunciada em julho, quando foram abertas mais 2.480 vagas. Ao todo, 18 órgãos do governo federal estão com processos seletivos em andamento ou se preparando para a realização das provas.
Quando são consideradas só as vagas abertas (sem novas nomeações de concursos já realizados), o total é de 8.360 em 2023.
Ao considerar todas as novas vagas e as novas nomeações, o total chega a 9.945 ocupações previstas para o funcionalismo. O gasto anual do governo será de R$ 1,69 bilhão.
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Fonte: O Globo