Depois de três dias, as negociações no Cairo parecem travadas. Israel aceita uma trégua temporária que garanta a libertação de mais reféns. O Hamas exige o fim permanente das hostilidades.
A Organização Mundial da Saúde e o Unicef alertaram nesta terça-feira (5) para os graves índices de desnutrição que estão matando crianças na Faixa de Gaza.
Aviões dos Estados Unidos, França, Jordânia e Egito lançaram mais ajuda. Mas é pouco diante das necessidades. Menos de 50 mil refeições em um território com mais de 2 milhões de pessoas. Quem pode, corre em meio aos escombros para pegar qualquer item que venha de paraquedas ou, quem sabe, de caminhão. O Ahmed disse que não se incomoda de arriscar a vida:
“Algum pai no mundo pode ver seus filhos se contorcendo de fome e ficar em silêncio?”, pergunta.
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Um representante da Organização Mundial da Saúde na Faixa de Gaza confirmou a jornalistas, em Genebra, relatos de médicos sobre crianças perdendo a vida por falta de comida. Em uma rede social, o chefe da OMS falou em "constatações sombrias". Tedros Adhanom citou a morte de dez crianças por fome.
O porta-voz do Unicef - o Fundo das Nações Unidas para a Infância - foi claro: “Essas mortes são previsíveis e totalmente evitáveis”.
“Quando crianças começam a morrer de fome, isso deve ser um alarme como nenhum outro”, disse o porta-voz do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários.
O presidente dos Estados Unidos disse que mais ajuda precisa chegar a Gaza: “Não há desculpas”. Mas, segundo Joe Biden, um acordo para um cessar-fogo está nas mãos do Hamas.
O secretário de Estado americano, Antony Blinken, recebeu Benny Gantz, que faz parte do Gabinete de Guerra israelense, para discutir o tema. Assim como fez também com o primeiro-ministro do Catar, que vem ajudando a mediar as conversas para um cessar-fogo. Ao fim, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani afirmou que os dois governos vão insistir para que a pausa nos conflitos aconteça.
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Depois de três dias, as negociações no Egito parecem travadas. Israel aceita uma trégua temporária que garanta a libertação de mais reféns. O Hamas exige o fim permanente das hostilidades.
Fonte: G1