O grupo de ministros criado para desenvolver ações de combate à violência nas escolas se reuniu, nesta quinta (6), pela primeira vez, em Brasília.
O grupo é coordenado pelo Ministério da Educação. Também participam os ministérios da Justiça e Segurança Pública, Direito Humanos, Comunicações, Saúde, Cultura, Esporte e a Secretaria Geral da Presidência.
Os técnicos vão se reunir semanalmente. Professores e especialistas também serão chamados para as discussões e, uma vez por mês, os ministros vão se juntar ao grupo de trabalho para definir o que será colocado em prática.
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.De acordo com o ministro da Educação, Camilo Santana, uma das ideias apresentadas nesta quinta (6) foi a criação de um disque-denúncia exclusivo para combater a violência nas escolas.
“Um canal direto, específico, porque é importante as pessoas se anteciparem, sentiu ali um episódio suspeito em relação a um colega de sala de aula, alguma pessoa na rua, no bairro, porque a escola tem uma relação muito forte com o bairro”, diz o ministro.
Outra sugestão foi a criação de um protocolo de reação às ameaças de ataque, que valeria para a rede de ensino pública e privada. O grupo tem até 90 dias para preparar um relatório que vai embasar uma política nacional de enfrentamento à violência nas escolas.
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse que o programa "Saúde nas Escolas", que existe desde 2003, precisa ser reformulado para atender jovens assediados pelo discurso de ódio disseminado nas redes sociais.
“A violência é um tema do campo da saúde, mas ela muda as suas formas também. E hoje nós temos outros fenômenos em que a comunicação tem um componente fundamental , as redes.
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Então, a gente precisa promover outras formas que sejam positivas para juventude com eles - com os jovens do nosso país", afirma a ministra da Saúde, Nísia Trindade.
Fonte: G1