A tragédia que devastou o litoral norte de São Paulo e deixou ao menos 48 mortos no último fim de semana entrou para a história com o maior registro de volume de chuvas do Brasil. Não é o primeiro desastre que marca a região.
Há 55 anos, moradores de Caraguatatuba viviam outra catástrofe histórica. Parte da Serra do Mar deslizou sobre a cidade, deixando 450 mortos e 3 mil desaparecidos, segundo registros oficiais. Na época, a cidade tinha aproximadamente 15 mil habitantes.
O desastre de Caraguatatuba é considerado uma das maiores da história, e foi uma das razões da criação da Defesa Civil no Estado. Após a catástrofe do último fim de semana, a cidade se encontra em estado de calamidade, junto com Ilhabela, Ubatuba, Guarujá, Bertioga e São Sebastião – onde se concentram os maiores estragos.
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“Chovia há dias sem parar. Eu estava saindo de casa, com duas amigas, quando a lama começou a descer". O relato de Vera Lúcia, moradora de Caraguatatuba, faz referência ao desastre do dia 18 de março de 1967 e explica o processo de liquefação do solo – o mesmo que provocou os deslizamentos no litoral de SP, quase 56 anos depois.
O fenômeno acontece quando a água das chuvas deixa a terra cada vez mais saturada até que o solo se transforma em lama. Há mais riscos de deslizamento em regiões onde o solo é mais íngreme, como é o caso de São Sebastião, especialmente na Vila do Sahy – região mais afetada pela tempestade.
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Entre sábado e domingo, a região de São Sebastião registrou 683 mm de chuva em 15 horas, valor muito acima da média mensal prevista para fevereiro, de 303 mm.
Fonte: G1