Atrito entre o ministro Fernando Haddad e o presidente da Câmara, Arthur Lira, atrasou votação do novo marco fiscal
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negou nesta quinta-feira (17/8) a existência de arestas com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). No início da semana, Lira demonstrou incômodo com declarações de Haddad sobre a Câmara ter “muito poder”.
O ministro disse que a Câmara não pode “humilhar” o Senado e o Executivo, durante entrevista ao jornalista Reinaldo Azevedo, da Band. Em reação, Lira cancelou reunião de líderes que acertaria a votação do novo marco fiscal.
Questionado nesta quinta se já aparou as arestas com Lira e a Câmara, Haddad disse:
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“Não tem aresta, está tudo resolvido. Isso aí já está contratado. O presidente Lira é um homem responsável, já falou várias vezes para vocês que vai pautar [o novo marco fiscal]”.
Haddad lembrou que tem dois textos em discussão (a versão inicial, aprovada em uma primeira votação na Câmara, e a versão com alterações, aprovada no Senado) e disse que deputados têm que decidir qual vão votar. “Tem um novo marco fiscal, um marco fiscal elogiado no mundo inteiro, também muito negociado. (…) Vai sair um bom marco fiscal”, disse.
A nova regra é uma das prioridades do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A expectativa era que, na reunião desta segunda, os líderes fechassem acordo para que o texto do marco fiscal fosse votado nesta semana.
O titular da pasta econômica ainda defendeu a negociação já feita nos primeiros meses de governo: “Olha só a quantidade de coisas que já foram negociadas. Nós não podemos olhar para frente com medo, tendo um histórico tão bom de negociação”.
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Na segunda, após veiculação de entrevista em que critica o poder da Câmara, o ministro ligou para Lira e falou sobre o tom adotado na entrevista. Haddad garantiu que o governo tem uma relação estável com os deputados. “Eu até falei com o presidente Lira. Fiz questão de ligar para ele para que isso fosse esclarecido”, informou, em coletiva de imprensa no Ministério da Fazenda.
Fonte: O Globo