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Haddad diz que comunicado do Copom foi muito ruim e Banco Central poderia sinalizar queda da Selic
Foto: Reprodução

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter os juros a 13,75% ao ano está contratando um problema. O comunicado não sinalizou claramente o início do ciclo de queda da taxa de juros, o que frustrou o governo, especialmente o Ministério da Fazenda.

 

O ministro disse que o Copom poderia sinalizar o corte de juros. Para ele, há um descompasso ocorrendo no Brasil o que preocupa a Fazenda.

 

— O comunicado, como de hábito, é o quarto comunicado muito ruim. Todos foram ruins. E às vezes ele corrige na Ata, mas não alivia a situação. Há um descompasso entre o que está acontecendo com o dólar, com a curva de juros, com a atividade econômica. É um claro sinal de que podíamos sinalizar um corte na Taxa Selic— disse Haddad, em Paris, onde acompanha visita de Lula à Europa.

 

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O ministro se referiu à Ata da reunião, que pode trazer uma nova sinalização de queda de juros. Para o ministro, a decisão do Copom também vai impactar as contas públicas.

 

— Os estados estão perdendo arrecadação, os municípios estão perdendo arrecadação, a União não está performando — disse Haddad, mencionando que algumas questões estão sendo resolvidas, como o projeto do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), o tribunal da Receita.

 

O ministro da Fazenda disse também que o Banco Central deveria usar o Boletim Focus, que colhe estimativas de mercado, apenas como subsídios para tomada de decisão. O BC usa o Focus para colher as expectativas dos agentes financeiros e usa isso para decidir sobre a Selic.

 

— A pesquisa não pode substituir a autoridade monetária. Tem uma pesquisa que está errando há seis meses, pode até continuar levando em conta, mas tem que sopesar so argumentos — disse o ministro.

 
Haddad citou uma série de notícias desde as eleições para dizer que está revertendo as expectativas, como o arcabouço fiscal e a reforma tributária. Também mencionou a melhora das expectativas da agência de risco S&P.

 

— Eu estou muito preocupado com o que vai acontecer com a vida das pessoas. Nós estamos fazendo um esforço gigantesco de reversão de expectativas desde o começo do ano. 

 

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Fonte: O Globo

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