Haddad se reuniu com Lira e, depois do encontro, disse esperar que se chegue a um entendimento sobre a desoneração da folha de pagamentos
Após uma reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e líderes partidários, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira (11/9) que há “boa vontade” de Lira para avançar no projeto que encontra fontes para compensar a desoneração da folha de pagamentos. Trata-se do Projeto de Lei (PL) nº 1.847/2024.
“O presidente Lira está sempre com vontade de compreender as contingências e fazer o melhor para o país. Ele está muito imbuído do espírito de buscar uma solução”, afirmou o ministro após a reunião, que também contou com a presença do secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron. “Nós continuamos à disposição aqui até o fim da noite e eu penso que nós vamos chegar a um entendimento sobre isso.”
Na última segunda-feira (9/9), a Câmara aprovou a urgência do projeto. Além de encontrar fontes para compensar a renúncia fiscal em 2024, o texto cria um regime de transição para o fim da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia e de municípios com até 156 mil habitantes. A proposta foi aprovada no Senado Federal no final de agosto.
Veja também

Pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes propõe apreensão do celular do ministro
''Pobre gosta de baixaria'', diz Marçal sobre sua postura em campanha
A aprovação do requerimento de urgência garante que a proposta seja votada diretamente no plenário da Câmara dos Deputados, sem a necessidade de apreciação das comissões temáticas. O texto está na pauta desta quarta, mas há dúvidas sobre sua votação. A relatora é a deputada Any Ortiz (Cidadania-RS), que não está em Brasília. A previsão é que a votação ocorra apenas por volta das 20h.
Após um adiamento diante do impasse, o Supremo Tribunal Federal (STF) havia estipulado até 11 de setembro para que o Congresso Nacional e o Executivo encontrem uma solução para compensação financeira diante da desoneração. Sobre a possibilidade de o projeto não ser votado nesta quarta, prazo-limite, Haddad disse: “Aí tem uma decisão judicial, não sou eu, nem a Fazenda que vai definir isso”.
Questionado sobre a possibilidade de o governo pedir mais prazo, ele negou: “Não, nós não vamos pedir mais, porque nós estamos no limite da responsabilidade. Não há mais tempo para fechar o ano, inclusive eu estou indo ao Tribunal de Contas para explicar o que está sendo feito para repor o recurso da desoneração. Nós estamos falando de R$ 28 bilhões. O Tribunal de Contas tem dado declarações preocupado com essa questão. É uma questão que não foi criada pelo governo. O alerta não tem que ser feito ao governo, o alerta tem que ser feito ao Congresso. Nós estamos mediando todas essas articulações para chegar ao final do ano com esse esforço fiscal adicional necessário para cumprir os nossos objetivos”.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
O ministro admitiu que o tema não é de fácil resolução e atribuiu a isso a demora na votação. “Porque não é fácil você construir uma solução. Não é fácil você construir uma solução de compensação.” Entre as medidas listadas para compensar a desoneração, estão o Desenrola Agências Reguladoras e o Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (repatriação).
Fonte: Metrópoles