Fazenda criticou decisões do legislativo e Pacheco admitiu o golpe: "injusta com o Congresso"
O presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) publicou uma nota reclamando do ministro da Fazenda Fernando Haddad após o petista afirmar que o Congresso precisa ter "responsabilidade fiscal".
A fala de Haddad foi uma crítica às recentes decisões do Congresso em favor da desoneração da folha.O parlamento, sob desejo de Arthur Lira, presidente da Câmara (PP-AL), e Pacheco, derrubou a MP de Lula sobre o tema e aprovou a proposta que custaria R$ 32 bilhões ao governo federal por ano até 2027.
O mérito do tema está sendo avaliado no Supremo, que deve decidir a favor do governo sobre a proposta. Haddad explicou a ação de maneira simples em entrevista à Mônica Bergamo:
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Pacheco, então, se sentiu no direito de responder ao apontamento jurídico feito por Haddad e que está em debate no Supremo: o Congresso também não deve ter responsabilidade fiscal? Segundo Pacheco, questionar esse fato é "injusto".
"Uma coisa é ter responsabilidade fiscal, outra bem diferente é exigir do Parlamento adesão integral ao que pensa o Executivo sobre o desenvolvimento do Brasil. Até porque o progresso se assenta na geração de riquezas, tecnologia, crédito, oportunidades e empregos, e não na oneração do empresariado, da produção e da mão de obra", disse o senador.
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"Sob o prisma da despesa, não nos esqueçamos que o teto de gastos, a reforma da Previdência e a modernização de marcos legislativos, como o do saneamento básico, são obras do Congresso. Sem contar a pauta de 2023 que cumprimos em favor de uma arrecadação recorde do estado brasileiro. Portanto, a admoestação do ministro Haddad, por quem tenho respeito, é desnecessária, para não dizer injusta com o Congresso", completou Pacheco.
Fonte: O Globo