No dia 9 de outubro deste ano, foi sancionada a Lei 14.994/24, que tornou o crime de feminicídio autônomo .“Choramos a morte do grande líder, o irmão mártir Yahya Sinwar, Abu Ibrahim”, declarou Khalil al Hayya, um dirigente do Hamas que mora no Catar, em um vídeo exibido pelo canal Al Jazeera.
Yahya Sinwar se forjou nas prisões israelenses e no aparato de segurança do Hamas antes de se tornar líder do movimento islamista palestino. Sinwar, de 61 anos, havia sucedido em agosto à frente do Hamas, que governa Gaza desde 2007, Ismail Haniyeh, assassinado em Teerã em um atentado que as autoridades da República Islâmica atribuem a Israel.
Mas desde 2017 já liderava o Hamas na Faixa de Gaza e é considerado uma das mentes por trás do ataque de 7 de outubro de 2023, quando centenas de milicianos palestinos atacaram kibutzim, bases militares e uma festa rave em Israel, no pior atentado contra civis desde sua fundação, em 1948.
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Naquele dia, 1.206 pessoas morreram e 251 foram feitas reféns, segundo uma contagem com base em dados oficiais israelenses. Foi a estratégia dele, foi ele quem organizou a operação” provavelmente durante um ou dois anos, explicou à AFP Leila Seurat, pesquisadora do Centro Árabe de Pesquisa e Estudos Políticos (Carep), em Paris.
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Esse homem simples e de cabelos brancos “impôs sua agenda para mudar o equilíbrio de poder no terreno e surpreendeu a todos”, apontou a especialista. Ele, que foi qualificado como “rosto do diabo” e declarado “homem morto” pelo exército israelense não aparecia em público desde outubro do ano passado. “É o homem de segurança por excelência” que, com um “carisma de líder”, “toma decisões com grande calma”, disse à AFP Abu Abdallah, um ex-companheiro de prisão, em 2017, quando Sinwar assumiu a liderança do Hamas em Gaza.
Fonte: Revista IstoÉ