Você, com certeza, já deve ter se deparado com algumas mulheres reclamando dos últimos relacionamentos que tiveram ou das pessoas com as quais se relacionaram. A onda de descrença parte, na maioria das vezes, daquelas que se envolvem em relações #heterossexuais. O sentimento, muitas vezes, é coletivo. E tem sido mais recorrente nos últimos anos, a ponto de ganhar uma alcunha: #heteropessimismo.
“O heteropessimismo consiste em ‘desafiliações’ performativas com a heterossexualidade, geralmente expressas na forma de arrependimento, constrangimento ou desesperança em relação a experiência heterossexual”, escreveu a pesquisadora norte-americana Asa Seresin em um artigo na Astra Magazine.
Ele tende a vir à tona quando alguns relatos que envolvem famosos tomam a web.
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Recentemente, o caso do ator Luis Navarro, que se separou da esposa enquanto ela estava no puerpério porque “precisava se encontrar” e do coach da #Campari, Thiago Schutz, que ensina métodos machistas para conquistar mulheres, foram alguns motivadores da discussão sobre padrões comportamentais que esbarram no machismo e em um sistema que oprime e deslegitima mulheres héteros.
Conforme explica a psicóloga clínica e Co-Fundadora do Papo Preta, Shenia Karlsson, o heteropessimismo é um sentimento generalizado e compartilhado coletivamente “sobretudo nas relações heterossexuais”.
Ao Metrópoles, a especialista conta que esse fenômeno desperta uma reação negativa nas mulheres:
“Ele causa negatividade, decepção, constrangimento, desesperança e desespero acerca das relações conjugais e heterossexuais”, explica a profissional.
Para entender de onde surge esse fenômeno, Shenia explica que é preciso olhar a forma como os relacionamentos heterossexuais se desenvolveram por muitos anos.
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“Foi construída uma submissão da mulher dentro desse modelo e uma objetificação dos nossos corpos, que nos colocaram nas periferias das relações e das nossas próprias escolhas”, salienta.
Fonte: Metrópoles