A jornalista Hildegard Angel iniciou um movimento nas redes sociais em que pede uma autópsia no corpo da cantora Gal Costa, que morreu em novembro do ano passado, aos 77 anos. O pedido acontece após uma reportagem da revista Piauí trazer denúncias de golpes financeiros, assédio moral e ameaças contra a empresária Wilma Petrillo, viúva da artista.
"A partir das revelações recentes, admiradores de Gal Costa adquirem uma consciência súbita de que a 'causa mortis' da cantora não nos convence. Queremos uma resposta clara", escreveu a jornalista no Instagram na quinta-feira, 6.
A edição de julho da revista Piauí traz uma reportagem na qual aborda o passado da empresária Wilma Petrillo, que durante quase três décadas manteve um relacionamento pessoal e profissional com a cantora Gal Costa.
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Assinada pelo jornalista Thallys Braga, a matéria, intitulada "A Viúva de Gal Costa", começa com o relato de uma cena constrangedora envolvendo Gal e Wilma nos bastidores de um show em 2012, em Vitória da Conquista, na Bahia.
Na ocasião, Wilma, segundo a revista, teria sido levada para a delegacia a fim de prestar depoimento sob suspeita de ameaça e perseguição ao médico baiano Bruno Prado. Gal, sem saber o que havia de fato ocorrido, teria ficado acuada nos bastidores do show, com receio de entrar para cantar.
Um pouco antes, ainda segundo o relato da revista, Bruno havia emprestado a quantia de R$ 15 mil a Wilma, que se recusava a devolver o dinheiro.
As ameaças supostamente cometidas pela empresária envolvia a intimidade do médico. Um boletim de ocorrência foi registrado - parte dele é reproduzido na reportagem. O médico alega que teve que sair do Brasil para escapar da perseguição de Wilma.
À revista, o advogado de Wilma, Ricardo Kopke Salinas, mandou uma carta advertindo que as acusações "partem de premissas genéricas, sem apoio em fatos concretos, falsas, e caluniosas".
A reportagem publicada pela revista vai a fundo no passado de Wilma. Aborda sua origem familiar e seu casamento, também com um médico, que a levou para Nova Iorque, onde a empresária acabou se enturmando com modelos e com a atriz Sonia Braga.
Wilma também foi modelo. Chegou a estrelar um clipe ao lado do cantor Agnaldo Timóteo e desfilou para grifes. Antes de se relacionar com Gal, mantinha sociedade com a arquiteta Margarida Jacy, de quem teria sido sócia. Na reportagem, Margarida acusa Wilma de não ter lhe pagado uma quantia que correspondia à metade de um terreno que adquiriram juntas.
A Piauí relata também dívidas e imbróglios financeiros nos quais Wilma estaria envolvida e que afetavam diretamente a vida de Gal. Há também uma história de calote ao ator Diogo Vilela, que preferiu não comentar as acusações. O diretor Daniel Filho foi a única voz dissonante. Disse acreditar em Wilma.
Antigos funcionários acusam Wilma de assédio moral e de, muitas vezes, trabalhar no escritório sem a parte de cima da roupa. Alguns, segundo a revista, buscaram a justiça em busca de reparação. Empresários e produtores também relatam casos em que a empresária não teria cumprido obrigações contratuais ou se recusado a assinar os contratos de shows previamente combinados.
A reportagem também ouviu outras personalidades como a atriz Lúcia Veríssimo, que fala sobre os anos de calmaria em que passou ao lado de Gal, contrastando com a vida turbulenta que a revista conta sobre os anos em que a cantora esteve com Wilma. Além de questões financeiras, a Piauí afirma que Wilma chamava Gal de "velha" e "gorda".
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Outro dado inédito trazido pela reportagem é sobre a causa da morte de Gal. Segundo o texto, o atestado de óbito cita duas causas presumidas: infarto agudo no miocárdio e tumor maligno e crânio e pescoço. O corpo da cantora não passou por autópsia.
Fonte:Terra