Israel enfrenta acusação de genocídio na Corte Internacional de Justiça (CIJ) pelos supostos crimes de guerra contra a população palestina
O presidente de Israel, Isaac Herzog, se pronunciou, nesta terça-feira (9/1), sobre a acusação de genocídio que o país enfrenta na Corte Internacional de Justiça (CIJ), também conhecida como Tribunal de Haia, pelos supostos crimes de guerra contra a população palestina.
Para o presidente israelense, as acusações feitas pela África do Sul no CIJ são “hipócritas”. Além disso, ele reiterou que o país “opera de acordo com o direito humanitário internacional, fazendo tudo o que pode para proteger os civis”.
“Não há maior hipocrisia do que as acusações contra Israel – que opera de acordo com o direito humanitário internacional, fazendo tudo o que pode para proteger os civis – enquanto lutamos contra um inimigo cruel e bárbaro que comete assassinatos em massa deliberada e alegremente, enquanto se esconde atrás de escudos humanos”, escreveu no X (antigo Twitter).
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Herzog enfatizou ao secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, durante reunião em Tel Aviv, que o governo israelense apresentará “com orgulho e clareza o direito fundamental de Israel de se defender”.
O julgamento no Tribunal de Haia está previsto para ocorrer nesta quinta (11/1) e sexta (12/1), de forma virtual.
Até o momento, o conflito humanitário entre o país e o grupo extremista Hamas ceifou 23.550 palestinos — sendo cerca de 9,6 mil crianças e 6.750 mulheres — e 1.139 israelenses, desde o estopim da guerra em 7 de outubro.
ÁFRICA DO SUL ACUSA ISRAEL NO TRIBUNAL DE HAIA
Em 29 de dezembro do ano passado, a África do Sul recorreu à CIJ e acusou o governo de Israel de promover o “genocídio” contra palestinos na Faixa de Gaza, centro do conflito entre as forças armadas israelenses e as brigadas armadas do Hamas.
No documento do processo, que conta com mais de 80 páginas, a nação africana descreve que “a omissão de Israel tem caráter genocida”.
O tribunal acolheu a acusação, que viola diretamente as obrigações estabelecidas pela Convenção do Genocídio de 1948. Ambos os países são signatários do documento, que determina punições para o ato e incitação do assassinato em massa.
Contudo, o país diz que a alegação é infundada, classificando-a como uma “difamação de sangue”.
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Em nota, o Ministério dos Assuntos Estrangeiros argumentou que a África do Sul promove uma “vil exploração e barateamento” da Corte. O estado israelense acusa o país africano de apoiar o Hamas.
Fonte: Metropóles