O homem chegou a confessar o crime, alegando que havia atacado a vítima de surpresa, ocasionando lesões que levaram à morte da mulher
O juiz de direito substituto do Núcleo Permanente de Audiência de Custódia (NAC) converteu, na manhã desta quinta-feira (4/1), em preventiva a prisão de Luiz Cláudio de Lima Moreira (foto em destaque), 41 anos, acusado de matar a facadas a ex-companheira Jaqueline Reis, 29 anos, em Planaltina. O feminicídio ocorreu na véspera do Ano-Novo (31/12/2023).
Segundo o magistrado, o suspeito confessou o crime alegando que havia atacado a vítima de surpresa, ocasionando lesões que levaram à morte da mulher. A autoridade ainda relata que o Luiz era reincidente em crimes dolosos.
A defesa do autor do crime pedia pela liberdade provisória sem fixação de fiança. Porém, na decisão, o magistrado pontua que a prisão em flagrante efetuada pela autoridade policial “não ostenta, em princípio, qualquer ilegalidade”, e que a situação de flagrância em que o homem foi surpreendido “torna certa a materialidade delitiva, provando suficientemente sua autoria do crime”, explica.
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“A prisão provisória encontra amparo na necessidade de se acautelar a ordem pública, prevenindo-se a reiteração delitiva e buscando também assegurar o meio social e a própria credibilidade dada pela população ao Poder Judiciário”, conclui o magistrado.
Luiz Cláudio fugiu logo após cometer o crime. Jaqueline tinha três filhos pequenos: de 12, 8 e 4 anos. A mulher foi socorrida por populares, que a levaram para o Hospital Regional de Planaltina. Porém, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Segundo a Polícia Militar do DF (PMDF), a motivação do crime teria sido o fim do relacionamento do casal. O crime é investigado pela 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina).
Esse foi o 33º feminicídio de 2023. No dia 26/12, Michele Carvalho Magalhães foi apontada como a 33ª vítima do crime, mas, após uma reviravolta, o caso foi apontado como homicídio.
Em 2023, o DF teve registro da violência no primeiro e no último dia do ano. Em 1º de janeiro de 2023, Fernanda Letícia da Silva, então com 27 anos, foi asfixiada pelo namorado Maxwel Lucas Rômulo Pereira de Oliveira, 32, na QNP 17, em Ceilândia.
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Após cometer o crime, o assassino chamou os parentes e confessou o homicídio. Maxwel disse para a mãe que a companheira estava com a boca roxa. Antes de fugir, ainda pediu para a família “chamar a polícia para buscar o corpo”.
Fonte: Metropóles