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Homicídio sobe e feminicídio é recorde no 1º trimestre do governo Tarcísio
Foto: Reprodução

Casado e pai de um bebê de três meses, o técnico em eletrônica Eduardo Paiva Batista, de 39 anos, havia acabado de se mudar para a capital paulista em busca de um emprego melhor quando se envolveu em uma briga com a vizinha e morreu esfaqueado no pescoço.

 

Com uma vítima a cada três horas, o número de pessoas mortas violentamente aumentou 1,7% no período entre janeiro e março de 2023, comparado às 742 vítimas de 2022.

 

O balanço, com os dados consolidados do primeiro trimestre, foi divulgado nesta terça-feira (25/4) pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).Só em março, 256 pessoas foram assassinadas em São Paulo. O índice representa uma alta de 4% em relação ao mesmo mês do ano passado (246 vítimas de homicídio).

 

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FEMINICIDIO EM ALTA


Com 62 ocorrências no primeiro trimestre, os casos de feminicídio atingiram o maior patamar da série histórica, iniciada em 2018. Até então, o período mais violento para as mulheres havia sido em 2020, com 50 registros.

 

Entre as vítimas, está Janaína dos Santos Bezerril, 23, mãe de uma criança de cinco anos. Ela foi encontrada morta dentro da casa onde morava na zona sul da capital. Seu ex-companheiro se entregou à polícia em seguida

 

Comparado a 2022, os registros de feminicídio aumentaram 47,6% no primeiro trimestre de 2023. No ano passado, haviam sido 42 ocorrências.

 

Dos casos, 19 foram registrados em março de 2023 – o primeiro mês de estabilidade (em março de 2022 também foram 19 feminicídios) após nove altas consecutivas.

 

MAPA DE ASSASSINATOS


Para tentar frear as mortes violentas, o governo Tarcísio lançou, em março de 2023, uma plataforma, chamada de SPVida, que permite monitorar casos de assassinatos no estado. A SSP também aposta no aumento do policiamento ostensivo e do número de prisões reduzir os índices criminais paulista.

 

Ao todo, 47,7 mil pessoas foram presas no primeiro trimestre – ou 10,6% a mais em comparação com o mesmo período de 2022. Isso significa mais de 530 pessoas detidas por dia, em média, em São Paulo.

 

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“Também houve aumento no número de armas apreendidas. De janeiro a março foram recolhidas 2,7 mil armas de fogo, 6,3% a mais do que nos três primeiros meses do ano passado, que teve 2,6 mil apreensões. Somente em março, o aumento no número de armas recolhidas foi de 6,3%, passando de 971 para 1.032”, diz a pasta.

 

Fonte: Metrópoles

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