O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, fechou em leve queda de 0,20% nesta terça-feira (20/6), com alguma acomodação após resultados recorde nos últimos dias. O índice terminou o pregão em 119.622 pontos.
O tom negativo foi puxado pelo debate do marco fiscal no Senado, incentivos mais fracos na China e realização de lucros depois das altas recentes.
Em movimentação parecida, o dólar terminou o dia em alta de 0,43%, chegando a R$ 4,796. Na véspera, a moeda americana também havia atingido a mínima do ano.
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Investidores reagiram nesta terça-feira às alterações feitas no texto do marco fiscal pelo relator do tema no Senado, Omar Aziz (PSD-AM). Em seu relatório, o senador excluiu três frentes do limite de gastos: as despesas da União com ciência, o Fundeb, fundo para educação básica, e o fundo constitucional do Distrito Federal. A expectativa é que o texto com as alterações seja votado no Senado na quarta-feira (21/6).
Além disso, investidores aguardam o comunicado do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), que será divulgado na noite de quarta-feira após a reunião do comitê que definirá a taxa de juros. A Selic deve ser mantida em 13,75%, mas a expectativa é que o comunicado sinalize início de um ciclo de cortes nos próximos meses.
NOTÍCIAS DA CHINA IMPACTAM VALE
No pregão desta terça-feira, as maiores baixas foram as das ações da Embraer (-4,65%), da Braskem (-2,91%) e da Vale (-2,58%). Os investidores da Vale reagiram a notícias da China, que cortou juros nesta terça-feira, mas cujos incentivos têm sido mais baixos do que o esperado.
Uma demanda mais aquecida da China impactaria positivamente o preço do minério de ferro. A siderúrgica CSN também caiu 2,2% em meio ao cenário.
Já os papéis da Embraer foram impactados por projeções da companhia divulgadas em evento global de aviação nesta manhã. A ação também passou por correção após altas fortes nos últimos pregões.
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O mesmo ocorreu com o papel da Braskem, que vem se valorizando em meio a ofertas de compra do controle acionário, hoje pertencente à Novonor (ex-Odebrecht) e com participação também da Petrobras. No ano, a ação da Braskem acumula alta de quase 30%, apesar da baixa desta terça-feira.
Fonte: Metrópoles