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Ibovespa recua mais de 7% em 100 dias de governo Lula, na maior queda desde o primeiro mandato de FHC
Foto: Reprodução

Resultado só ficou atrás do registrado em 1995, período de estabilização do Plano Real, quando o índice caiu 28,48%, segundo levantamento do TradeMap.

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, acumulou queda de 7,20% ao longo dos 100 dias do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Os dados foram compilados por Einar Rivero, do TradeMap, e respondem pelo período de 1 de janeiro a 10 de abril. Trata-se do maior recuo desde o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, em 1995, quando o índice caiu 28,48%.

 

Na época, o Brasil empenhava forças no combate à hiperinflação, com o processo de estabilização do Plano Real — encabeçado por FHC no ano anterior, ainda à frente do Ministério da Fazenda, durante o governo de Itamar Franco.

 

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De acordo com o levantamento do TradeMap, desde 1995 o melhor desempenho nos primeiros 100 dias de governo ocorreu no segundo mandato de FHC, em 1999, com valorização de 66,98% no Ibovespa.

 

O terceiro melhor resultado foi observado no início do governo de Jair Bolsonaro (PL), com alta de 9,18%, seguido pelo segundo mandato de Dilma Rousseff (PT), em 2015, quando a alta foi de 8,41%.

 

COMPORTAMENTO DOS INVESTIDORES


O mercado financeiro tem reagido mal, entre outros pontos, às criticas de Lula ao Banco Central do Brasil e ao presidente da instituição, Roberto Campos Neto, sobre a alta taxa de juros no país — na casa dos 13,75% ao ano desde agosto de 2022.

 

Lula vem reiterando, desde o início de sua gestão, que uma taxa Selic em patamares elevados prejudica investimentos e impede o crescimento do país. Em uma de suas falas mais recentes, o presidente da República afirmou que, se a meta de inflação está errada, “muda-se a meta”, ao questionar os juros.

 

Vale lembrar que a elevação de juros é uma das ferramentas utilizadas pelo BC para o combate à inflação. Em síntese, quanto mais alta a taxa, mais caro o acesso ao crédito, o que tende a diminuir o dinheiro e circulação e impactar nos preços.

 

100 DIAS DO TERCEIRO MANDATO DE LULA


Os investidores também têm acompanhado, ao longo destes 100 dias de Lula 3, ataques ao mercado financeiro e medidas vistas como “dogmáticas” — como a redução de juros do consignado do INSS, que acabou resultando na suspensão temporária da linha pelos principais bancos do país.

 

Há ainda no radar — nesse caso, com maior otimismo — a proposta de criação de um arcabouço fiscal que, apesar de algumas dúvidas sobre sua efetividade, tem no horizonte o combate ao descontrole de dívida pública.

 

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Os impactos concretos, no entanto, deverão ser sentidos mais para frente, após o envio do projeto de lei complementar ao Congresso Nacional e diante do maior detalhamento do novo marco fiscal que vai substituir o tetos de gastos. 

 

Fonte: G1

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