Quando um artista se apresenta em um festival de grande porte, geralmente o show cresce. Tudo parece maior e a plateia carente e encharcada pela chuva costuma receber bem qualquer atração. Até Iggy Azalea. O público do festival The Town cantou e dançou músicas como "Black Widow", "Problem" e "Fancy", que ela não inclui sempre no setlist.
A rapper australiana de 33 anos fez um show neste sábado (2) que deixou bem claro o que ela é hoje: uma popstar em decadência. Ela dubla durante a maior parte do show e quando fala algo entre as músicas a voz não tem nada a ver com o que se ouve nas canções.
Iggy tem ainda a companhia de quatro dançarinas não tão coordenadas. Estive em um show da Patrulha Canina cover com minha afilhada no mês passado que tinha coreografias mais interessantes.
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"Vai branquela", gritou um afoito e debochado fã, assim que uma equipe entrou no palco Skyline (o maior do evento) para checar se o show poderia começar. Após atraso de 20 minutos, ela apareceu: voluptuosa, sacolejante e cantando "Brazil", homenagem ao país.
Depois da música, xingou a chuva e elogiou a plateia. Mais tarde, disse que não dá para competir com as brasileiras, "que têm as melhores bundas do mundo".
Iggy veio ao festival após controvérsias e uma carreira de altos e baixos cheia de relações com o Brasil. Em 2017, gravou uma música com Anitta ("Switch"), mas sequer lançou clipe, após a brasileira ter áudios vazados reclamando da parceira em 2018. Antes, Iggy já havia feito pocket show abrindo para o Jogo das Estrelas, do Zico; e cantado em uma casa de médio porte paulistana.
Nos cinco anos que ficou sem lançar álbuns, após a celebrada estreia em 2014, a australiana viveu problemas. Teve turnês canceladas em 2015 e 2018, e foi criticada na Austrália por "forçar" um sotaque do sul dos Estados Unidos. Também teve parcerias controversas, sem renderem o esperado, incluindo uma com Britney Spears e outra com Pabllo Vittar.
Nos últimos meses, a principal fonte de renda da cantora tem sido um perfil no Onlyfans, vendendo conteúdo erótico. Ela disse em entrevistas recentes que foi uma forma de lucrar com a exploração de seu corpo, em vez de fazer empresas lucrarem.
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Se a performance desleixada desta noite representa o momento atual da carreira de cantora, é melhor que se dedique apenas à carreira de modelo e influenciadora.
Fonte: G1