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Incerteza em torno da meta fiscal não muda queda da Selic esta semana, mas afeta o futuro
Foto: Reprodução

Copom, do Banco Central, inicia hoje reunião para definir a taxa básica de juros

A discussão em torno da meta de déficit zero para 2024 não deve alterar a decisão do Copom (comitê de política monetária do Banco Central), que será anunciada amanhã com um corte que deve ser de meio ponto. Mas pode mudar a comunicação do BC sobre o que acontecerá com os juros daqui para a frente.

 

Na última reunião do Copom, quando a Selic também caiu meio ponto, os diretores apontaram que o ritmo e duração do ciclo de queda de juros estava relacionado com a consistência das metas fiscais.

 

Mas na última sexta o presidente da República disse que dificilmente a meta fiscal, que é de zero para o ano que vem, será cumprida. À declaração, se seguiu uma entrevista muito ruim do ministro Fernando Haddad ontem. Muito irritado, ele evitou perguntas sobre a meta e disse que terá uma reunião hoje com Lula e líderes do Congresso.

 

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Os bancos estavam apostando em uma queda dos juros básicos neste atual ciclo de baixa até 9% ou 9,25% até o final do ano que vem, mas agora há uma dúvida. Em entrevista ao jornalista Alvaro Gribel, no Globo, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga fala sobre isso: abandonar a meta de déficit zero pode levar o Copom a reduzir o ritmo de cortes da taxa de juros.

 

A conversa de Haddad com Lula e líderes do Congresso hoje será sobre um problema que de fato existe, que é a erosão da arrecadação por benefícios a empresas concedidos no passado ou arrancados por elas da União através de intermináveis ações judiciais.


Mas não foi isso que motivou a fala do presidente, e sim a divisão interna no governo em torno do cumprimento ou não da meta.

 

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É isso que precisa ser definido, porque neste momento está sendo votada a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), e se o objetivo para as contas públicas do ano que vem for alterado, será necessário enviar uma emenda aglutinativa, já que o Orçamento, por enquanto, prevê déficit zero. 

 

Fonte: O Globo

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