Militar suspeito de matar a própria companheira em Boa Vista
Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - A estudante indígena Sandriana Clarindo Manoel, de 24 anos, foi encontrada enforcada na manhã da última quarta-feira, 13/03, dentro de um prédio de apartamento onde morava com um militar do Exército Brasileiro, na cidade de Boa Vista (RR).
O suspeito foi identificado pela Polícia Civil roraimense, como sendo Arnaldo Antônio Joaquim, de 28 anos.
Segundo informou a irmã da vítima, Edna Clarindo Manoel, vizinhos informaram à família (residentes no município de São Paulo de Olivença, no Alto Solimões, no Amazonas), que escutavam discussões diárias, porém, não se intrometiam na vida do casal por uma questão de segurança das outras famílias residentes no imóvel.
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No dia do crime, o militar pareceu alterado e disse algo como que “retomaria a conversa com a companheira na parte da tarde do mesmo dia”. Realmente, ao retornar ao imóvel, houve nova discussão entre o casal. Desta vez, em tom mais alto tendo os vizinhos registrados que “algum barulho estrondoso foi notado no local”. A partir desse episódio, o casal não foi mais visto juntos no prédio onde morava.
De acordo com relatos repassados por familiares da vítima, o militar teria sido visto saindo às pressas do prédio localizado à Avenida das Flores, no bairro Pricumã, na manhã da última quinta-feira (14) e não foi mais visto no dia seguinte.
Vizinhos estranharam o silêncio no apartamento do casal e decidiram arrombar a porta de acesso pelo corredor. Segundo testemunhas, o corpo de Sandriana Clarindo Manoel foi encontrado estendido no chão. O laudo expedido pelo Instituto Médico Legal (IML-Boa Vista/RR), atestou que a vítima foi morta por asfixia mecânica, enforcamento.


Testemunhas disseram à polícia durante a remoção do corpo que encontraram a vítima com sinais de “possível esganamento, tortura e sinais avermelhados na testa, abaixo do queixo e na parte frontal do tórax”, como quem teria sido passado por intensa sessão de tortura e espancamento contra as paredes do imóvel”.
ENTENDA O CASO
O marido de Sandriana, segundo informações, prestava serviço para empresa privada no Alto Solimões. À época, pediu aos pais para viver com a vítima, em Boa Vista, onde teria casa própria e se dizia solteiro.
Durante a convivência do casal, a vítima viria recebendo a visita de Ana Silva, suposta ex-mulher de Arnaldo Antônio Joaquim, 28. Por sua conta e risco, Sandriana reclamava a parentes que “sua vida se tornou um inferno por causa da ex do militar”.
Na véspera do dia em que o corpo foi encontrado estendido no chão do prédio de apartamento, no provável calor das discussões entre o casal, os vizinhos notaram que o clima não estava nada bem entre eles. No dia seguinte, nova discussão, de manhã e à tarde. No dia 14, Sandriana Clarindo estava morta e o corpo abandono no local.
O militar, segundo vizinhos do casal, saiu para trabalhar normalmente e nada disse a ninguém sobre a ocorrência dentro do apartamento onde morava com a vítima.
EM BUSCA DE JUSTIÇA
Familiares e amigos da estudante indígena amazonense - que nasceu na Aldeia Campo Alegre, do Povo Tikuna, no município de São Paulo de Olivença – disseram que, “não acreditamos na versão apresentada pelo militar de que a vítima se enforcou”, após ele ter saído pela manhã para o trabalho.
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