Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Francisco Eloy Queiroz Apurinã, o indígena que sumiu numa zona de mata ao longo da BR-230 (antiga Transamazônica), nos arredores da cidade de Lábrea, a 702 quilômetros da Capital Manaus, ainda não foi encontrado pelas autoridades locais.
Francisco morava sozinho na cidade e fazia pequenos trabalhos para ganhar seu dinheiro e comprar alimentos para garantir sua sobrevivência longe da aldeia onde nasceu. Ele sumiu em companhia do idoso Leonardo Ferreira do Vale, 73, que o levou para ajudá-lo a abrir uma “picada” para ligar o quilômetro 26, da BR-230 á uma aldeia rica em madeira, caça e pesca.
De acordo com moradores locais, Francisco Apurinã foi visto em companhia do idoso entrando numa zona de mata que daria acesso à aldeia dos Apurinãs, a 12 horas de embarcação da cidade de Lábrea. Desde que sumiu, misteriosamente, o indígena nunca mais foi visto nas redondezas da área do desaparecimento nem na aldeia onde moram seus pais.
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Equipes formadas por indígenas e moradores da região fizeram buscas por muito tempo. Eles contaram, ainda com a ajuda de bombeiros militares baseados na cidade de Humaitá, ao menos 300 quilômetros de Lábrea. Porém, não tiveram sucesso nas buscas e diligências policiais recomendadas pelo Ministério Público que, na ocasião, pediu o arquivamento do caso, o que deixou a família do indígena inconformada com essa decisão.

Grupos reviraram as matas da região e não encontraram o indigena
A Coordenadoria Regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), apesar de destacado o advogado que atuaria na representação sediada na cidade de Humaitá, “ele pediu para a família evitar comentar o caso com terceiros”. Sobre o assunto, a equipe de reportagem também, recebeu a informação de que “só a Funai de Brasília pode falar a respeito do caso”.
ACUSADO SUMIU
De suposta família influente na cidade, Leonardo Ferreira do Vale (o principal acusado), depois de ouvido na Delegacia da Polícia Civil (DIP) e negar participação em possível homicídio de Francisco Eloy Queiroz Apurinã, nunca mais foi visto na cidade de Lábrea e região que pretendia abrir uma estrada de acesso à região de caça e pesca de onde o indígena desapareceu.
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De acordo com amigos e familiares do indígena desaparecido que “há rumores que o acusado esteja morando na cidade de Manaus” desde que foi visto pela última vez na cidade, antes de o caso ter sido arquivado por recomendação do Promotor de Justiça, Elison Nascimento da Silva.