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Manaus
Indígenas esfregam urucum no rosto de defensores da Ferrogrão no Pará
Foto: Reprodução/Internet

Indígenas

Os povos indígenas do Baixo Tapajós, representados pelo Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita), foram deixados de fora do Seminário Técnico sobre a Viabilidade dos Aspectos Socioambientais da Ferrogrão. O evento foi realizado pelo Ministério dos Transportes, em Santarém, na tarde desta terça-feira, 7.

 

Em protesto, eles passaram o tinta de urucum nos rostos dos dos representantes da organização presentes no seminário, que são favoráveis à construção da ferrovia, que possui alto impacto ambiental na região da Bacia do Tapajós. A tinta é extraída da fruta amazônica urucum, que possui uma cor avermelhada.

 

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Os povos Munduruku, Kayapó, Panará, Xavante, do Tapajós, bem como ribeirinhos e agricultores familiares vêm realizando manifestações contra a elevação do projeto, que possui cerca de 933 quilômetros de extensão. O objetivo da ferrovia é conectar Sinop, no Mato Grosso, à Miritituba, no Pará, e pode passar áreas de preservação e terras indígenas.

 

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