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Influenciadora indígena, Ira Maragua promove turismo e cultura nas redes sociais
Foto: Reprodução

A participante da série de reportagens da Amazonastur, em homenagem ao mês da mulher, compartilha sua rotina como mulher indígena

Ira Maragua é da etnia baré e a primeira influenciadora digital indígena do município de São Gabriel da Cachoeira (852 quilômetros de Manaus). A influenciadora, que promove nas redes sociais o turismo amazonense, participa da série de reportagens do mês da mulher “Turismanas”, promovida pelo Governo Amazonas, por meio da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur).

 

Acumulando mais de 54 mil seguidores, entre as contas no Instagram e Tik Tok, Ira (@iramaragua) iniciou nas redes sociais, em 2017, compartilhando a rotina onde vivia, no Parque das Tribos, zona oeste de Manaus. Em suas publicações passou também a compartilhar trabalhos com frutos típicos da região, como jenipapo e açaí, para divulgar o trabalho como artesã de roupas e realização de maquiagem.

 

A influenciadora relata que o início da trajetória ocorreu naturalmente. “Nós utilizamos a fauna e a flora no nosso dia a dia e eu simplesmente comecei a mostrar isso nas redes sociais. Então, me encontram e hoje eu sou conhecida como a ‘Guardiã da Amazônia’ por mostrar naturalmente o nossos hábitos”, relatou a influenciadora.

 

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Ser conhecida como a “Guardiã da Amazônia” é um privilégio e representa a força da mulher indígena, segundo Ira. “Eu sou digital influencer e tenho visto que nós mulheres indígenas estamos conquistando e aldeando nosso Brasil com a força de nossos antepassados, através da nossa língua, pinturas e costumes”, reforçou.

 

 

IDENTIDADE E FOLCLORE

 

 

 

Ira também faz parte do corpo de dança do Boi-Bumbá Caprichoso, compartilhando suas paixões pelo folclore e cultura indígena, na qual faz apresentações representando a cunhã-poranga, mulher guerreira da tribo.

 

Fotos: Reprodução

 

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Ela relata que a cunhã-poranga é a representação de ser mulher indigena, pela força, luta e resistência. “Atualmente ser mulher indígena é demonstrar muita resistência e força naturalmente. Já nascemos com esse propósito de resistir para existir”, completa a influenciadora.

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