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Inquérito aponta que ex-sinhazinha era torturada fisicamente pela mãe: 'Mal conseguia se defender'
Foto: Reprodução

Funcionária da família relatou que Clausemar dava beliscão e torcia o braço de Djidja

O inquérito da polícia apontou que a ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso sofria torturas físicas por parte da mãe, a empresária Cleusimar Cardoso. Segundo o depoimento de uma funcionária que trabalhou para a família, Djidja era tratada com agressividade e mal conseguia se defender. O documento, que estava em sigilo de Justiça durante as investigações, foi obtido pelo portal G1.

 

À polícia, a mulher que prestou serviços domésticos para Cleusimar em 2022, contou que ela machucava a filha com beliscões, torcendo os braços de Djidja e "assanhando" seus cabelos.

 

"Djidja estava fraca e mal conseguia se defender e inclusive sempre pedia para Cleusimar parar com o comportamento que a machucava", relatou.

 

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Além das agressões, a empregada contou que o uso de cetamina, droga que matou a ex-sinhazinha em maio deste ano, foi se tornando frequente na casa ao londo dos anos, assim como o uso do anabolizante Potenay - preparado químico usado, originalmente, para recuperação física de animais de grande porte.

 

Djidja Cardoso — Foto: rep/ instagram

 

Em depoimento, a funcionária também revelou que a família tinha um código para pedir as drogas. Quando comprada, era dividida: 20ml para Djidja, 20ml Ademar e 10ml para Cleusimar.

 

A dependência química da ex-sinhazinha era de conhecimento de familiares, que chegaram a denunciar o caso, mas sempre eram impedidos de se aproximar ou manter contato.

 

Bruno Roberto, ex-namorado de DjiDja Cardoso — Foto: rep/ instagram

Fotos: Reprodução/Instagram

 

"Ela ficou muito dependente, então ela não vivia mais sem. Várias vezes a gente tentou fazer alguma coisa, nós fizemos BOs. Porém, a mãe e os funcionários proibiram nossa entrada. A gente não podia fazer nada", disse.

 

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Em julho, a Justiça do Amazonas aceitou a denúncia do Ministério Público contra Cleusimar e Ademar Cardoso, mãe e irmão de Djidja, que estão presos desde o dia 30 de maio. As investigações da polícia apontaram que a família criou o grupo religioso "Pai, Mãe, Vida", que promovia o uso indiscriminado da droga sintética cetamina, de uso humano e veterinário. O ex-namorado dela, Bruno Roberto da Silva, também foi denunciado por tráfico de drogas.

 

Fonte: Extra

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