Em nota, partido classificou o processo como democrata e soberano, em meio à distorção dos resultados
Integrantes do governo Lula têm atuado para marcar posição distinta daquela manifestada pelo PT, que reconheceu a reeleição de Nicolás Maduro na Venezuela e classificou o processo como “pacífico, democrático e soberano”. A tônica de membros do Palácio do Planalto e do Itamaraty é que “partido é partido e governo é governo”.
O foco é reforçar o conteúdo da nota publicada nesta segunda-feira pelo Itamaraty, em que o órgão afirmou que o pleito ocorreu com “caráter pacífico”, mas que “acompanha com atenção” a apuração dos votos. O texto foi aprovado na íntegra pelo presidente Lula. Membros do governo destacam que a postura está em sintonia com lideranças da comunidade internacional, ao exigir transparência e não reconhecer imediatamente a reeleição de Maduro.
Lula só deve se pronunciar publicamente após se encontrar pessoalmente com o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, enviado para acompanhar as eleições na Venezuela. Ele retorna nesta terça-feira ao Brasil. Ontem, Amorim se reuniu com Maduro. Segundo fontes diplomáticas, Maduro que afirmou que o presidente venezuelano entregará as atas eleitorais nos próximos dias. O Brasil vem destacando a necessidade do governo venezuelano mostrar a transparência no pleito, especialmente por meio da divulgação das atas.
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A avaliação no Palácio do Planalto e no Itamaraty é que Lula está correto em esperar o encontro com Amorim para se posicionar.
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Nesta tarde, o petista terá uma conversa telefônica com o presidente dos EUA, Joe Biden, sobre as eleições na Venezuela. O Itamaraty tem recebido sinalizações de que o governo dos EUA viu com bons olhos a manifestação dos brasileiros emitida ontem.
Fonte: O Globo