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Irã promete 'punição severa' contra Israel por ataque a chefe do Hamas
Foto: Reprodução

Aiatolá Khamenei discursa após ataque do Irã a bases americanas no Iraque

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, prometeu nesta quarta-feira, 31, uma “punição severa” contra Israel em retaliação ao assassinato do líder político do Hamas, Ismail Haniyeh, em Teerã. Haniyeh, que vivia no Catar, estava no país para a posse do novo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.

 

“O regime sionista criminoso e terrorista martirizou nosso querido hóspede em nossa casa e nos deixou enlutados”, disse Khamenei em declaração nesta quarta-feira, acrescentando que Israel “também preparou o terreno para uma punição severa para si mesma”.

 

O líder supremo, que é o principal arquiteto de todas as políticas iranianas, disse que era “dever” de seu país vingar o assassinato de Haniyeh, e proclamou três dias de luto nacional. Uma cerimônia fúnebre será realizada no Irã na quinta-feira, dia 1º, após a qual o corpo será transferido para Doha, no Catar, segundo comunicado do Hamas em seu canal no aplicativo de mensagens Telegram. O enterro será na capital catari, na sexta-feira.

 

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RESPOSTAS DURAS

 

O recém-empossado presidente Pezeshkian prometeu que seu país “defenderia seu território” e faria os autores do ataque “se arrependerem de sua ação covarde”.

 

O poderoso Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã disse que o episódio mostrou que a “gangue sionista de criminosos, assassinos e terroristas” não tinha consideração pelas regras internacionais.

 

Líder do Irã fala em “punição severa” por morte de chefe do Hamas

Foto: Reprodução

 

“Sem dúvida, este crime do regime sionista enfrentará uma resposta dura e dolorosa da poderosa e enorme frente de resistência, especialmente do Irã islâmico”, declarou em comunicado.


O QUE DIZ ISRAEL

 

Tel Aviv ainda não comentou o ataque, mas o governo israelense havia prometido matar Haniyeh e outros líderes do Hamas após o ataque ao sul do país que matou 1.200 pessoas em 7 de outubro do ano passado e desencadeou a guerra em Gaza, que já entra no décimo mês. De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, mais de 39.400 palestinos foram mortos desde então.A mídia israelense relatou que ministros e autoridades foram instruídos a não comentar sobre o assassinato de Haniyeh.

 

Reportando de Beirute, no Líbano, onde Israel também assumiu a autoria de um bombardeio contra comandantes do Hezbollah, facção aliada do Hamas e financiada pelo Irã, repórteres da Al Jazeera disseram que a “grande questão” é qual será o tamanho da resposta iraniana ao ataque em seu território.

 

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Em abril, um ataque israelense ao consulado do Irã na capital síria, Damasco, matou 13 pessoas, incluindo um comandante da Guarda Revolucionária. Teerã respondeu lançando uma salva de mísseis e drones em território israelense. 

 

Fonte: Revista Veja 

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