Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, já se candidatou sete vezes e busca, na 8ª tentativa, sua 1ª eleição, agora por Registro (SP)
Em 1994, Tenente Bolsonaro fez sua estreia nas urnas ao se candidatar a deputado federal por São Paulo, mas não conseguiu atingir nem 8 mil votos e ficou como suplente. Trinta anos depois, ele chega à sua 8ª tentativa de se eleger pela primeira vez, agora alçado pelo sobrenome de um irmão que já presidiu o país.
Renato Bolsonaro é o pré-candidato do PL, mesmo partido de seu irmão, Jair Bolsonaro, à Prefeitura de Registro, no interior paulista. A cidade é conhecida como “capital” do Vale do Ribeira, ao sul do Estado, região de preservação ambiental que abrange 22 municípios, incluindo Eldorado, cidade onde nasceu o ex-presidente e onde vive parte da família.
Coordenador regional do PL no Vale do Ribeira, Renato é chefe de gabinete da Prefeitura de Miracatu. Ele concorreu a vereador da cidade em 2008 e disputou para prefeito em 2012 e 2016. Antes, já havia disputado outras quatro eleições, e não triunfou em nenhuma.
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Em 1994 e 1998, tentou se eleger deputado federal utilizando suas patentes no Exército como nome de urna – tenente e capitão, respectivamente. Em 2000 e 2004, já na reserva, se candidatou a vereador pelo município de Praia Grande, na Baixada Santista, litoral sul do estado, como Renato Bolsonaro. Nas quatro tentativas, ficou como suplente no Legislativo.

Foto: Reprodução
Sem ser eleito, mas com influência entre os políticos da região, Renato viu o seu próprio capital político ser aliado ao sobrenome da família Bolsonaro na hora das montagens das chapas eleitorais. Segundo aliados, partiu de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, a ordem para que ele fosse considerado uma das prioridades da sigla nestas eleições.
Com 59 mil habitantes, Registro é vista como palanque eleitoral mais estratégico para o PL do que Miracatu, que tem 19 mil pessoas. Mas para que Renato se cacifasse como pré-candidato, o partido precisou rifar o projeto de reeleição do prefeito Nilton Hirota, recém-chegado ao PL.Hirota trocou o PSDB pelo PL em março deste ano porque o antigo partido não pretendia lançá-lo à Prefeitura. A preferência dos tucanos era pelo ex-deputado federal Samuel Moreira, cacique histórico com boas relações com a cúpula nacional.
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De acordo com tucanos ouvidos pelo Metrópoles, Hirota deixou o PSDB justamente para investir em sua reeleição. Ao ser apresentado no PL, foi tratado como pré-candidato à Prefeitura (imagem abaixo) e teve a ficha de filiação assinada por Valdemar. Renato Bolsonaro, aliado de Hirota, estava presente no ato.
Fonte: O Globo