Nesta segunda-feira, centenas de milhares de israelenses foram às ruas de Telavive e outras cidades do país para protestar contra a aprovação da reforma judicial no parlamento de Israel, o Knesset, considerado por muitos como o "fim" da democracia no país.
Em uma manifestação anti-fascista em Telavive, três pessoas ficaram feridas após um homem entrar com um carro no meio do protesto e atravessar as barricadas.
A aprovação da Reforma Judicial beneficia não somente Benjamin Netanyahu, que deseja barrar seus processos de corrupção na Suprema Corte de Israel, mas também os setores de extrema-direita tradicionalista que apoiam o governo de Bibi.
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?? Veículo atropela manifestantes em Israel. Segundo as autoridades locais, três pessoas ficaram feridas. O condutor do veículo foi detido.
— Metrópoles (@Metropoles) July 24, 2023
Os protestos são contra a aprovação de uma lei da controversa proposta de reforma judicial do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. pic.twitter.com/z17mHqpQD6
Itamar Ben Gvir, considerado o mais radical dos ministros do governo e membro do partido Otzma Yehudit é um dos principais apoiadores da reforma. Ele é o responsável pela criação de milícias de extrema-direita no país, que tem como foco acelerar a colonização da Palestina nos assentamentos na Cisjordânia e o avanço contra os árabes, em especial na cidade de Jerusalém, onde os conflitos - em especial na região da mesquita de Al Aqsa - tem se intensificado nos últimos meses.
A reforma daria superpoderes para o partido do governo e impediria, por exemplo, uma série de conquistas laicas de Israel, autorizando a extrema-direita que se sustenta no país a legislar de forma mais teocrática. Vale ressaltar que o país não tem uma constituição formalizada.
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A aprovação da reforma no Knesset representa uma derrota para os democratas israelenses, para os árabes e para os palestinos. A tendência é que agressões contra a Palestina, Síria e Líbano se intensifiquem nos próximos meses.
Fonte:Revista Fórum