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Israel pratica discriminação sistemática contra palestinos, diz Corte Internacional de Justiça
Foto: Mohammed Torokman/Reuters

Mulher palestina observa destruição causada por ação militar de Israel em Tulkarm, região ocupada da Cisjordânia

A Corte Internacional de Justiça (CIJ), vinculada à ONU, emitiu um parecer nesta sexta-feira (19) afirmando que Israel põe em prática ações de discriminação sistemática contra palestinos nos territórios ocupados da Cisjordânia.

 

O documento é não vinculante, ou seja, sua adoção não é obrigatória pelos Estados-membros.

 

No texto, a CIJ afirma que a ocupação de territórios da Cisjordânia constitui, na prática, uma anexação e deve ser encerrada "o mais rápido possível". A corte também diz que o governo israelense deve reparar os danos causados pela ocupação nos territórios palestinos.

 

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A Cisjordânia, que deveria ser um território palestino de acordo com a comunidade internacional, na prática é um território controlado pelas Forças de Defesa de Israel com diversos assentamentos construídos exclusivamente para israelenses.

 

O governo de Benjamin Netanyahu tem, em sua coalizão, extremistas que defendem a manutenção e a ampliação de assentamentos judaicos na região.

 

Em maio, a CIJ havia ordenado que Israel interrompesse operações militares em Rafah, no território de Gaza, onde Israel promove uma campanha militar contra o Hamas, que controla politicamente o território.

 

O tribunal é o órgão máximo da ONU para deliberar sobre disputas entre Estados. Ele pode emitir decisões vinculantes, mas não dispõe de força policial para garantir que os países as cumpram.

 

ASSENTAMENTOS DE ISRAELENSES NA CISJORDÂNIA

 

Desde a guerra de 1967, Israel estabeleceu cerca de 140 assentamentos em terras que os palestinos veem como o centro de um futuro Estado, onde vivem atualmente mais de 500 mil colonos. Além dos assentamentos autorizados, grupos de colonos construíram dezenas de postos avançados sem permissão do governo.

 

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A maioria das potências mundiais considera os assentamentos construídos no território ocupado por Israel na guerra de 1967 como ilegais sob a lei internacional, e sua expansão como um obstáculo à paz, uma vez que consomem terras que os palestinos reivindicam para um futuro Estado.


Fonte: G1

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