O texto apresentado pelos Emirados Árabes buscava a aplicação de um cessar-fogo na guerra entre Israel e o Hamas
Os Estados Unidos (EUA) vetaram mais uma resolução que pedia um cessar-fogo na guerra entre Israel e o grupo extremista Hamas. A minuta garantiu a maioria dos votos, mas acabou derrubada diante do veto.
A minuta de resolução, apresentada pelos Emirados Árabes, pedia a implementação de “um cessar-fogo humanitário imediato”. De acordo com a delegação norte-americana, faltou no texto uma condenação direta às ações do Hamas.
A votação terminou com o seguinte placar: 13 votos a favor, uma abstenção e um voto contra. A posição contrária dos EUA rendeu o veto ao texto, já que o país é um Estado membro do colegiado.
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A reunião ocorreu em resposta à iniciativa do secretário-geral da ONU, António Guterres, de invocar o artigo 99, da Carta das Nações Unidas. O mecanismo prevê que o secretário-geral pode chamar a atenção do Conselho de Segurança para qualquer assunto que considere ameaçar a manutenção da paz e da segurança internacionais.
“Enfrentamos um grave risco de colapso do sistema humanitário. A situação está a deteriorar-se rapidamente para uma catástrofe, com implicações potencialmente irreversíveis para os palestinianos no seu conjunto e para a paz e segurança na região. Tal resultado deve ser evitado a todo custo”, escreveu em carta enviada ao colegiado.
DECISÃO ANTERIOR
Em 16 de novembro, o Conselho aprovou uma resolução que tratava do conflito. A proposição, embora com tom mais ameno, intercedia pela interrupção do sofrimento das crianças que estão em meio ao conflito que ocorre no Oriente Médio.
A medida pedia a “libertação imediata e incondicional de todos os reféns” e rejeitava o deslocamento forçado de populações civis. Além disso, buscava garantir o acesso a suprimentos de primeira necessidade aos palestinos.
OUTRAS MINUTAS
Sob a presidência do Brasil, em outubro, o conselho votou quatro minutas para intervir no conflito. Além da proposta brasileira, outras três entraram em apreciação, sendo duas da Rússia e outra dos Estados Unidos, mas nenhuma passou.
O texto apresentado pelo Brasil, ao atingir 12 votos positivos, garantiu o apoio da maioria do colegiado. A medida não passou por oposição dos Estados Unidos, que é membro permanente e, portanto, tem poder de veto.
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A resolução articulada pelo Brasil pedia uma pausa humanitária para permitir o fornecimento rápido e desimpedido de ajuda, bem como o envio contínuo de bens essenciais aos civis, como artigos médicos, água e alimentos. A falta de um trecho que citasse o direito de defesa de Israel motivou o veto americano.
Fonte: Metropóles