Ele confessou o assassinato logo após ser preso, quando depôs em um tribunal em Veneza no mês de outubro do ano passado
Filippo Turetta, de 22 anos, foi condenado à prisão perpétua, nessa terça-feira (3/12), pelo assassinato da ex-namorada Giulia Cecchettin. A jovem de 22 anos foi encontrada morta em uma vala, embrulhada em sacos plásticos. Ela foi esfaqueada mais de 70 vezes.
Giulia Cecchettin estava a poucos dias de sua formatura em engenharia biomédica na Universidade de Pádua, na Itália, quando o ex-namorado a confrontou, exigindo que ela o aceitasse de volta. Ao receber uma negativa, matou a jovem.
Segundo dados do Ministério do Interior da Itália, nos 11 primeiros meses de 2024, 101 mulheres foram mortas no país, sendo que mais da metade dos assassinatos foram cometidos pelos parceiros atuais ou antigos das vítimas. No entanto, o assassinato de Giulia ganhou comoção pública devido a brutalidade do crime.
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Turetta confessou o assassinato logo após ser preso ao depor em um tribunal em Veneza em outubro do ano passado. Durante o julgamento, ele disse que tinha ficado “chateado” porque a ex-namorada terminou com ele e se recusou a aceitá-lo de volta.
“Eu estava sofrendo muito e me ressentia dela. Eu estava bravo porque isso me fez sofrer e me deixou chateado”, disse Turetta.
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Desde a morte de Giulia Cecchettin, seu pais, Gino Cecchettin e Elena Cecchettin, têm feito campanhas incessantemente contra a violência de gênero. Pra ajudar a promover “uma mudança radical na mentalidade dos italianos”, a família criou uma fundação no mês passado em nome da jovem, cujo objetivo é promover melhor educação nas escolas sobre violência doméstica.
Fonte: Metrópoles