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Janaina Paschoal pede câmeras de segurança após morte em prédio da USP
Foto: Reprodução/Internet

Professora de Direito, Paschoal defende que instalação de câmeras ajudaria a reconstituir os fatos. USP diz que prédio já é monitorado

Após a morte de uma mulher na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), a ex-deputada federal e professora da faculdade, Janaína Paschoal, se pronunciou nesta sexta-feira (8/11) pelas suas redes sociais cobrando a instalação de câmeras de segurança no local.

 

Na noite dessa terça-feira (5/11), alunos estavam em aula na faculdade quando ouviram um barulho no jardim interno. Durante o intervalo, eles foram ao local e encontraram a mulher estirada no chão, que foi levada ao hospital mas não resistiu.

 

Após a morte, a Faculdade de Direito cancelou as aulas até a próxima próxima segunda-feira (11/11) e informou que está prestando suporte à família e aos alunos, que têm acesso a um psicólogo destinado ao acolhimento dos estudantes. O profissional, segundo a USP, foi convocado para falar com os alunos que presenciaram a tragédia para dar apoio e assistência a pessoas afetadas por um suicídio.

 

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Janaína Paschoal, contudo, contesta a posição da USP, defendendo a investigação do que teria ocorrido ao invés do cancelamento de aulas. Para ela, a ocasião aponta para a necessidade de melhorar o monitoramento do local, que hoje, não é filmado: “as câmeras poderiam ajudar a reconstituir os fatos e compreender como tudo aconteceu”, defendeu a professora.

 

Procurada pelo Metrópoles, a assessoria de imprensa da USP explicou que a Faculdade de Direito passou por um processo recente de melhoria na segurança interna, com a instalação de 19 novas câmeras de segurança no prédio localizado no centro de São Paulo. O local onde a mulher foi encontrada ainda não é monitorado, mas deverá ser contemplado na próxima etapa de instalação dos aparelhos.

 

O Metrópoles tem a política de publicar informações sobre casos ou tentativas de suicídio que ocorrem em locais públicos ou causam mobilização social, porque esse é um tema debatido com muito cuidado pelas pessoas em geral. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o assunto não venha a público com frequência, para o ato não ser estimulado.

 

O silêncio, porém, camufla outro problema: a falta de conhecimento sobre o que, de fato, leva essas pessoas a se matarem. Depressão, esquizofrenia e uso de drogas ilícitas são os principais males identificados pelos médicos em um potencial suicida – problemas que poderiam ser tratados e evitados em 90% dos casos, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria.

 

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Está passando por um período difícil? O Centro de Valorização da Vida (CVV) pode ajudar você. A organização atua no apoio emocional e na prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e Skype, 24 horas, todos os dias.

 

Fonte: Metrópoles

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