O disputado jantar da posse de Cristiano Zanin no Supremo Tribunal Federal (STF) foi marcado por longas conversas com o novo integrante da Corte – e por especulações sobre a próxima escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o tribunal.
Enquanto Zanin ouvia atentamente os convidados, ministros e advogados já conversavam sobre o sucessor de Rosa Weber no STF. A ministra se aposenta no início de outubro, quando completa 75 anos.
A última novidade, já alvo de comentários no jantar, era a encomenda de Lula de nomes de advogadas e magistradas que pudessem substituir Rosa Weber, atual presidente do STF.
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Zanin chegou por volta das 21h ao jantar, oferecido pela Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), e deixou o salão por volta de 0h30. Antes da festa, passou três horas recebendo cumprimentos na sede do STF.
Ao blog, Zanin admitiu que era um ritual "cansativo", mas disse que cumpriria as formalidades com prazer e dedicação. Por sinal, não demonstrou sinais de cansaço até o momento em que deixou o salão do evento.
Já perto do fim do evento, afirmou ao blog que esta sexta (4) seria de trabalho – o primeiro dia efetivamente como ministro do STF.
“Amanhã (hoje, sexta-feira) já estou despachando, já tenho muito trabalho e muita vontade de começar a nova função”, afirmou. Foi lembrado, em seguida, que começaria a trabalhar numa sexta – ou seja, com um fim de semana no horizonte próximo.
Zanin foi prestigiado em sua festa de posse por seis colegas de STF que ficaram no evento até os momentos finais: Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Nunes Marques e André Mendonça.
Do Executivo, compareceram os ministros Jorge Messias (AGU), Anielle Franco (Igualdade Racial), Celso Sabino (Turismo), Vinícius Marques (CGU), Esther Dweck (Gestão) e Luiz Marinho (Trabalho).
O presidente Lula e a primeira-dama Janja foram apenas à posse formal no STF, mas não compareceram ao jantar.
Poucos representantes do Legislativo estiveram presentes. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (AP), passou pelo jantar, mas logo saiu para uma reunião de trabalho com o senador Renan Calheiros (MDB-AL).
O cardápio do jantar foi variado:
Frango Wellington ao molho de espinafre;
medalhão de filé mignon ao molho poivre;
e risoto de camarão com queijo brie, além de acompanhamentos diversos.
A pista de dança ficou vazia durante quase toda a festa. Só ao fim, alguns convidados se animaram a dançar.
Zanin, por sinal, passou o evento na ala dos fundos do salão – congestionada por convidados que disputaram uma selfie e alguns minutos de conversa com o novo ministro do STF.
Responsável pela indicação, Lula preferiu não ir. Disse a amigos que, se estivesse no local, acabaria roubando o foco das atenções – e lembrou que o homenageado da noite era Zanin, e não ele.
Além disso, Lula tinha viagem agendada para a manhã desta sexta. O presidente embarcou para o Pará, onde deve permanecer até a Cúpula da Amazônia na próxima semana.
Em menos de dois meses, Lula terá de escolher um novo ministro ou ministra para o STF. Rosa Weber se aposenta compulsoriamente em 2 de outubro, quando faz 75 anos.
A posse de Luís Roberto Barroso como presidente do Supremo, aliás, já está marcada para o dia 28 de setembro.
Até pouco tempo, só se falava em nomes de homens para o lugar de Rosa Weber. Entre os três mais bem cotados, apenas Jorge Messias, da AGU, foi ao jantar. O ministro Flávio Dino (Justiça) e o presidente do TCU, Bruno Dantas, também são cogitados, mas não estiveram no evento.
Nesta semana, no entanto, o presidente solicitou a interlocutores nomes de mulheres que pudessem assumir a vaga de Rosa Weber.
Da lista recebida por Lula, uma "candidata" esteve no jantar de Zanin: a ministra do STJ Regina Helena Costa.
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Outras quatro mulheres também foram recomendadas ao presidente da República: a ministra do TST Kátia Magalhães, a ministra do TRF-2 Simone Schreiber, a advogada criminalista Dora Cavalcanti e a professora universitária Caroline Proner.
Fonte: O Globo