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Jogadoras da seleção, Federação Espanhola e Governo criam Comissão Mista para tratar de assuntos do futebol feminino no país
Foto: Reprodução

Protestos das atletas, que começaram antes do Mundial e ganharam força após o título mundial, resultaram em medidas para modalidade no país

Pouco mais de um ano depois que 15 jogadoras da Espanha pediram para não serem mais convocadas para a seleção por não concordarem com as políticas adotadas pela Real Federação Espanhola de Futebol, a RFEF, as partes chegaram a um acordo. As discordâncias entre atletas e a entidade ganharam ainda mais força após a Copa do Mundo da Austrália e Nova Zelândia, vencida pelas espanholas em 20 de agosto, e geraram uma nova onda de protestos, mas agora a questão parece se encaminhar para um final feliz. Nesta segunda-feira, jogadoras, representantes da RFEF e do Conselho dos Esportes do país assinaram um acordo que cria uma "comissão mista" para dar início ao processo de reformulação do departamento de futebol feminino.

 

O evento aconteceu na sede da RFEF, em Madri, e contou com a presença das convocadas para os próximos compromissos da Espanha, contra a Itália (na sexta-feira) e Suíça (na próxima terça, 1/11), pela Liga das Nações .O presidente da RFEF, Pedro Rocha, falou sobre a importância do acordo firmado pelas três entidades.

 

— É um dia muito importante para todos nós. Nós ouvimos essa equipe e estamos tratando de resolver tudo. A Federação tem as portas abertas para qualquer problema. O Mundial não foi comemorado como deveria. Foram momentos muito complicados e nós da RFEF sentimos um orgulho muito grande pelo que as jogadoras fizeram — afirmou Rocha.

 

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Pedro Rocha assumiu a presidência da RFEF em agosto, após Luis Rubiales pedir demissão. O dirigente foi criticado por forçar um beijo na atacante Jenni Hermoso durante a cerimônia de entrega de medalhas da Copa do Mundo, o que motivou uma nova onda de protesto das jogadoras. Em uma carta assinada por todas as campeãs mundiais, as atletas exigiram a demissão do técnico Jorge Vilda, a renúncia de Rubiales e a mudança na estrutura interna em todo o departamento de futebol da RFEF.


O acordo foi assinado por Rocha, as três capitãs da seleção que representam as demais jogadoras, Alexia Putellas, Irene Paredes e Olga Carmona, e Víctor Francos, presidente do Conselhos dos Esportes (CSD, na sigla em espanhol). Ele afirmou que o governo atuará como um "mediador" nas questões a partir do novo termo.

 

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— O caminho deve ser de diálogo e mudanças. Quero agradecer a todos que fizeram parte da elaboração deste documento, mas especialmente às jogadoras, por suas atitudes e compromisso. Esse é um dos dias mais felizes desde que fui eleito presidente do CSD, comparável até com o dia da vitória de vocês [jogadoras] no Mundial — afirmou Francos. 

 

Fonte: O Globo

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