Um dos maiores nomes da história do esporte, Aldo entrou no palco com a mesma determinação de quando era mais novo. Porém, agora mais experiente, soube usar isso a seu favor
O Rio de Janeiro parou para assistir lendas no sábado, dia 4. Nas areias de Copacabana, a cantora Madonna fez um show histórico para milhares de pessoas. Na Barra da Tijuca, na Arena Farmasi, José Aldo interrompeu a aposentadoria para retornar ao MMA aos 37 anos. Em sua última luta no atual contrato que tem com a empresa de Dana White, o hall da fama subiu ao octógono para vencer o americano Jonathan Martinez no UFC 301.
Um dos maiores nomes da história do esporte, Aldo entrou no palco com a mesma determinação de quando era mais novo. Porém, agora mais experiente, soube usar isso a seu favor. Foi uma luta muito estudada e respeitosa com o promissor rival de 30 anos de idade.
A guarda alta se fez presente o tempo todo para o brasileiro evitar surpresas.Depois de um embate equilibrado nas duas primeiras partes, no terceiro round Martinez foi mais arisco.Mas, foi o brasileiro quem ficou mais perto do nocaute com joelhadas perigosas. No fim, os juízes decretaram decisão unânime para Aldo, que foi muito respeitoso com seu oponente, a equipe adversária e todos que estiveram presentes prestigiando a luta dos peso-galo (até 61 kg), co-evento principal da noite.
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Ovacionado, o amazonense disse que jamais imaginou que interromperia a aposentadoria para voltar ao Rio e fazer uma luta tão acirrada, com golpes de boxe e kickboxing de alto nível. Perguntado sobre o que está por vir, ele respondeu: “quero chegar mais longe ainda. Eu falei que não seria minha última luta. Talvez até voltar a ser campeão.”
Uma luta extremamente acirrada fechou a noite do UFC no Rio, neste sábado. O brasileiro Alexandre Pantoja enfrentou o australiano Steve Erceg e sofreu para conseguir manter seu título dos peso-mosca (até 57 kg) após decisão unânime dos juízes. O embate marcou o encontro entre o 1º contra 10° da categoria. Porém, equilíbrio foi a palavra que definiu o confronto.
Natural do Rio de Janeiro, esta foi apenas a segunda defesa de cinturão de Pantoja, sendo sua primeira vez lutando em casa.Do outro lado, Erceg fez apenas sua 3ª luta no UFC, mas com a confiança de quem está no auge há anos.Lutando com o apoio massivo da torcida, Pantoja tentou ditar o ritmo logo nos primeiros segundos. De pé, mostrou agressividade. No chão, a especialidade da casa, foi praticamente letal – não fosse a determinação de Erceg em fugir das armadilhas do carioca. No segundo round, bem mais equilibrado, o australiano mostrou que não estava no Rio a passeio.
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Fotos: Reprodução
A disputa ficou ainda mais cautelosa no terceiro round. Uma cotovelada de Erceg abriu um profundo corte na testa do Pantoja, fazendo o sangue brasileiro se espalhar por todo octógono e ligar um sinal de alerta. Na etapa seguinte teve menos luta de chão. Erceg foi valente e Pantoja não conseguiu fazer valer seu ponto forte, tendo de administrar a vantagem de ter vencido os três primeiros assaltos.
No quinto e decisivo round, os dois foram para o tudo ou nada. Erceg não vendeu barato a derrota e deu muito trabalho pro campeão. Foi um verdadeiro guerreiro ao fugir de todas as investidas pelas costas por parte de Pantoja. Os dois fizeram valer os aplausos da arena quando o juiz anunciou o resultado final.
Fonte: Revista IstoÉ