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Jovem com sequelas por cheiro de pimenta é reanimada após broncoespasmo e mãe faz apelo à Justiça por homecare: 'Preciso de ajuda'
Foto: Reprodução

Thaís Medeiros, 26, teve reação asmática gravíssima e rara ao sentir odor do tempero em fevereiro. Hoje, está em coma vigil e precisa de cuidados 24h por dia

A família da jovem Thaís Medeiros, de 26 anos, que está em coma vigil após ter tido uma reação asmática gravíssima ao sentir o odor vindo de um pote de pimenta, passou por mais um susto na madrugada desta quarta-feira (1).

 

A jovem, que necessita de cuidados permanentes e é o tempo todo assistida pela mãe, a incansável Adriana Medeiros, apresentou um quadro de broncoespasmo e, mais uma vez entre a vida e a morte, precisou ser reanimada por uma equipe médica do Samu de Goiânia (GO).

 

– Nós passamos um grande susto – conta a mãe ao GLOBO. – Há três dias ela já vinha apresentando bronco-espasmos, mas estavam fracos e eu dei conta de estabilizar. Mas essa noite eu não tive como dar conta. Chamamos o Samu e, graças a Deus, eles vieram rapidinho e conseguiram estabilizar ela. Eles ficaram umas 2 horas ou mais aqui. Chegaram 2h da manhã e foram embora depois de 4h30. Fizeram a reanimação e ela foi melhorando. Mas a coisa ficou feia... eu me desesperei, não sabia se chorava, se pedia mais forças. E estava com medo de precisar ir ao hospital com ela, porque qualquer deslocamento é muito complexo.

  

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Adriana e o marido, Sérgio Medeiros, têm cuidado sozinhos da filha, que necessita de vigilância integral, e ainda das netinhas, as duas filhinhas dela. A mãe vive a expectativa de conseguir a autorização na Justiça para que possa receber, via SUS, um serviço diário de homecare com profissionais de saúde que ajudem a cuidar de Thaís.

 

– Eu preciso de alguém para me ajudar aqui. Nosso homecare não saiu ainda, mas vamos ver se nos próximos dias sai essa decisão, eu acredito que vá sair – disse, afirmando que, após o susto, a situação da filha ainda aspira muitos cuidados. – Os médicos disseram que só levariam ela ao hospital em último caso (por conta da complexidade no deslocamento, que poderia custar a vida da jovem) e e foi um alívio quando deu tudo certo. Hoje ela ainda está bem cansadinha, ofegante, e eu tenho que continuar vigiando de perto porque, infelizmente, daqui para frente posso ter alguma surpresa a qualquer momento. Fiquei muito desesperada... mas Deus está no comando sempre.

 

O CASO

 

Na tarde do último dia 17 de fevereiro, Thaís Medeiros, que vive com a família em Goiânia (GO), havia viajado cerca de 60 quilômetros até a casa dos pais de um rapaz com quem vinha se relacionando há um tempo, em Anápolis, e tudo parecia normal naquele almoço, até o momento em que o aroma de um frasco de pimenta-bode acabou provocando uma reação asmática tão grave quanto rara e inesperada. Levada às pressas ao hospital, sem conseguir respirar, já deu entrada desfalecida e com um quadro de edema cerebral. Lutou durante dias pela vida e conseguiu sobreviver, mas os danos cerebrais, segundo os médicos, se tornaram irreversíveis.


Em entrevista ao GLOBO no mês passado, os pais contaram sobre os desafios enfrentados, a dificuldade da família para conseguir arcar com os altos custos dos tratamentos em casa e, principalmente, sobre a fé de que a jovem, aos poucos, volte a recuperar a consciência, mesmo contra quase todos os prognósticos. O principal objetivo deles agora é conseguir colocá-la sob os cuidados de uma das unidades da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação e, antes disso, contar com um serviço de homecare (supervisão médica em casa).

 

— Estamos cuidando dela em casa agora e posso dizer que foi uma das melhores coisas, porque ela melhorou bastante. Infelizmente, no hospital ela já não estava mais respondendo bem. Ela vem evoluindo aos pouquinhos. As despesas são muito grandes, os cuidados também são enormes, o cansaço vem, mas eu sigo firme na fé — conta a mãe. — Ela fica calma com a nossa presença, mas a gente não sabe se ela está lúcida. Ela está em coma vigil, mas entende as filhas dela. Pisca e abre a boca para as filhas... ela está começando a fazer isso. Antes, ela não estava fazendo nada, então mesmo uma pequena coisinha já me deixa feliz. Para quem não ia sobreviver, já são 8 meses que ela está aqui com a gente.

 
Adriana relembra que Thaís já estava com uma crise asmática naquele dia, apresentava desconforto, mas resolveu ir para a casa da família do rapaz em Anápolis mesmo contra a vontade dos pais. Se sentia suficientemente bem para fazer a viagem. Ninguém podia imaginar, no entanto, o que aconteceria. Ela almoçava com o jovem e parentes dele, no momento em que começaram a falar sobre as pimentas que a mãe dele produzia e conservava em potes na cozinha; todos cheiraram a especiaria para sentir o aroma que vinha de dentro do pote, mas quando chegou na vez dela, ela imediatamente levou as mãos ao pescoço e começou a passar mal.

 

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— Ela teve uma crise asmática, mas resolveu ir para Anápolis mesmo assim. Chegando lá, aconteceu esse incidente com a pimenta. Ela abriu o vidro, já estava com uma crise de asma, e quando sentiu o cheiro aconteceu tudo aquilo... teve uma parada cardiorrespiratória. Naquele dia, a gente tinha dito para ela não ir, porque se a casa fosse longe e ela tivesse uma crise mais grave, ela não conseguiria socorro a tempo — lamenta. 

 

Fonte: O Globo

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