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Juiz da Lava Jato cita 'indícios seríssimos' de que Youssef cometeu novos crimes e volta a decretar prisão do doleiro
Foto: Reprodução

Juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Eduardo Appio, juntou novos argumentos e emitiu nova determinação. Defesa do doleiro disse que vai recorrer.

O juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Eduardo Appio, decretou nesta terça-feira (21), pela segunda vez em menos de 24 horas, a prisão do doleiro Alberto Youssef. A defesa do investigado disse que vai recorrer.

 

A nova decisão veio após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) acatar pedido de soltura feito pela defesa do doleiro, o advogado Luis Gustavo Flores.

 

Dessa forma, o habeas corpus concedido pelo TRF-4, com base no primeiro decreto de prisão, perdeu o efeito.

 

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Mais cedo nesta terça, o magistrado revogou o primeiro decreto de prisão assinado por ele próprio contra o doleiro. Na sequência, emitiu a nova ordem, com novos argumentos, voltando a determinar a prisão preventiva.

 

OS ARGUMENTOS DO JUIZ


No primeiro mandado contra Youssef, o juiz, responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba, argumentou que o doleiro deveria voltar ao regime fechado por ter dívidas com a Receita e caráter voltado a "crimes do colarinho branco". Entenda mais detalhes.

 

O preso foi submetido a uma audiência de custódia na tarde desta terça. O documento que resume a sessão cita que o Appio determinou a revogação da ordem de prisão assinada por ele e, em seguida, já emitiu decreto semelhante.

 

No segundo decreto de prisão contra Youssef, o juiz diz que a prisão preventiva é necessária diante de seríssimos indícios de que o doleiro tenha cometido novos ilícitos, entre eles a sonegação da Justiça e da Receita de informações sobre bens.

 

Diante da nova ordem de prisão, a defesa de Youssef afirmou que ingressará com novo pedido de soltura.

 

INVESTIGAÇÃO DE CRIMES FINANCEIROS


As determinações de prisão preventiva foram feitas em representação fiscal para fins penais que tramita na Justiça Federal desde agosto de 2019 contra o doleiro. O procedimento, porém, teve o andamento paralisado por dez anos pelo acordo de colaboração premiada firmado pelo delator.

 

De acordo com relatório da Receita Federal de dezembro de 2015, anexado à representação, Yousseff é suspeito de crimes tributários como omissão e fraude em declarações de rendas e bens, por exemplo. Com a suspensão do procedimento, as suspeitas não chegaram a ser apuradas.

 

Na decisão desta segunda-feira, o juiz da Lava Jato afirma que o acordo firmado entre Yousseff e o Ministério Público Federal (MPF) não abrange, na avaliação dele, o procedimento da Receita Federal.

 

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"As novas práticas delitivas não foram objeto de qualquer acordo de colaboração no passado, sendo certo que o investigado não possui uma espécie de carta branca ou blindagem para o cometimento de crimes", afirmou o magistrado na audiência de custódia desta terça.
 

Fonte: G1

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