Os policiais militares estavam presos desde dezembro do ano passado
Já estão em liberdade os 16 policiais militares das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), envolvidos nos assassinatos de dois homens e duas mulheres na madrugada do dia 23 de dezembro de 2022 no ramal Água Branca, quilômetro 31 da rodovia AM - 010.
Quem revogou as prisões foi o juiz Lucas Couto Bezerra, depois de aceitar a denúncia do Ministério Público do Amazonas e decidir que os PM’s acusados também irão a Juri Popular.
Na chacina foram assassinados a tiros dentro de um carro, o casal Alexandre do Nascimento Melo, 29, e Valéria Luciana Pacheco da Silva, 22, e os irmãos Diego Máximo Gemaque, 33 e Lilian Daiane Máximo Gemaque, 31, após serem presos pelos policiais da Rocam.
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A decisão do juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, que revogou as prisões dos policiais militares, também impôs o uso de tornozeleira eletrônica para cada um deles e determinou o comprimento de uma lista de medidas cautelares a serem obedecidas que são as seguintes:

Parte da decisão do juiz que revogou as prisões
preventivas dos policiais da Rocam
1. Proibição de acesso ou frequência a qualquer lugar, público ou privado, onde os parentes das vítimas e as testemunhas ouvidas na fase inquisitorial e sumariante se encontrem;
2. Proibição de manter contato, por qualquer meio, parentes das vítimas e as testemunhas ouvidas na fase inquisitorial e sumariante, devendo deles permanecerem distante no mínimo 200 (duzentos) metros;
3. Proibição de ausentar-se da comarca sem prévia autorização deste Juízo;
4. Recolhimento domiciliar no período noturno entre 18:00 e 06:00 horas;
5. Suspensão do exercício da função pública de Policial MIlitar, até ulterior decisão, devendo ser comunicado ao Comando Geral da Polícia Militar para o cumprimento imediato da presente decisão, com observância da perda de remuneração quanto às gratificações decorrentes do efetivo exercício da função;
6. Suspensão do direito à posse e do direito ao porte legal de arma de fogo previsto no art. 6º, §1º, da Lei 10.826/2003 ou decorrente de concessão administrativa pelo exército ou pela Polícia Federal.
7. Monitoramento eletrônico, devendo ser oficiado ao COC para a instalação dos dispositivos e encaminhamento de relatório mensal de eventuais descumprimentos.

Noite da abordagem em que as duas mulheres presas
também apareceram mortas no ramal Água Branca
O rumoroso caso da “Chacina do Ramal Água Branca” aconteceu em dezembro do ano passado e os vídeos gravados câmeras de segurança do percurso que são as principais provas que pesam contra os policiais, mostram desde as prisões dos dois homens e das duas mulheres.
Alexandre, Valéria, Diego e Daiane foram encontrados mortos com tiros de pistola e escopetas nas cabeças dentro do carro ao amanhecer do dia e no decorrer das investigações realizadas pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) os 16 policiais da Rocam apareceram como envolvidos na chacina do “Ramal Água Branca”.
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Carro com os quatro corpos foi encontrado no outro dia de
manhã no ramal da rodovia AM-010 (Fotos: Divulgção)